Eeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! COMEÇOU GALERA!!! COMEÇOU! Tipo, começou o quê Rapha?? A Bienal do Livro de SP!!! Sim, sim, sim!! Estou postando o capítulo antes de sair para viajar! Se algum de vocês que leem o blog e a fanfic estiverem por lá, me chamem que conversaremos! Ficarei em São Paulo do dia 15 ao dia 19! *--------------* Feliz e ansiosa!

Depois do capítulo anterior e arrasador (sim, é um dos meus preferidos!! *-*) estao curiosos para saber o que acontece? Finaaaaaalmente, finalmeeeeeeente.... HAHAHAH Leiam e descubram! Posso dizer que a continuação da trama eu gosto demais também!

Beijokas! :*


CAPÍTULO 14

POV EDWARD

Se há algumas semanas atrás alguém tivesse me dito que eu estaria na situação atual, eu teria rido na face do indivíduo. No entanto, cá estou eu: lavando louça no apartamento de minha estrela. Cômico até para mim enquanto reflito sobre isso. Claro que eu queria ajudá-la, ainda mais depois de ela ter insistido em fazer alguma coisa para nós dois almoçarmos. Ela disse que era uma retribuição do favor por eu ter ido comprar o café da manhã. Obviamente eu argumentei que poderíamos sair para comer, mas ela rebateu dizendo que novamente eu não ia deixá-la pagar sua parte, assumindo a conta por mim mesmo. Em resumo, ela disse ‘vamos ficar aqui’ e eu obedeci.

Eu já tive mais voz ativa nessa vida, e jamais deixaria alguma mulher dizer o que eu devo ou não fazer, como eu vou ou não me comportar. Deixando claro, isso foi antes de conhecer a Bella. Era demasiadamente estranha essa minha subordinação em troca de nada. E mais estranho ainda o fato de eu me sentir muito bem nessa posição. Edward, você não é mais o mesmo – constatei.

Como um cachorro bem treinado, logo senti o aroma de sabonete mais o cheiro característico de minha estrela adentrar à cozinha. Ela parou ao meu lado e sorriu debochadamente. Seu cabelo molhado ainda pingava um pouco em sua blusa – essa foi a hora em que eu desejei que pingasse mais até que ficasse transparente; com todo o respeito, é claro -. Como eu conseguia achá-la linda até zombando da minha cara?

Sorri para ela de volta, evitando fazer uma careta por mesmo depois de tomar banho, ela ter colocado outra calça jeans. Era um fato de que eu achava que ela deveria sempre estar usando um vestido; por mais difícil que o meu controle seja com a visão de um. Eu não conseguia ver seu corpo devidamente com a calça. E nem escorregar minha mão para um lugar indevido com a calça. Ou seja, calça era definitivamente inaceitável.


- Já está acabando? – ampliou o sorriso sarcástico.

- Já acabei. – respondi secando as mãos; contente por acabar com sua diversão às minhas custas, mas achando lindo o seu sorriso ainda assim.

- Hm. - ela mordeu os lábios, ainda divertida.

Eu a puxei para mim, pressionando-a contra a pia. Deus sabia o que aquela mordida labial fazia com certas regiões do meu corpo.

- Você ainda está me devendo alguns beijos, Bells. – envolvi sua cintura com os braços, com a consciência de que minha boca já estava há muito tempo longe da dela.

- Aaah que saco! – ela colocou os braços em volta do meu pescoço, e sorriu. – Quando isso vai acabar?

Eu sorri e aproximei meu rosto do dela.

- Nunca.

Ela me encarou, claramente surpresa com minha resposta involuntária. Sem mais esperar, selei nossos lábios e ela imediatamente correspondeu. Passei a língua suavemente por seus lábios e ela os separou, dando-me acesso total à sua boca. Suas mãos já estavam engalfinhadas com meu cabelo, travando uma batalha com o mesmo como de costume. Subi uma mão para sua nuca e posicionei a outra em seu quadril, pressionando meu corpo mais contra o dela. Ela desceu uma mão por meu braço até alcançar a barra de minha camisa – essa foi a hora em que eu animei pensando que ela ia tirá-la; doce ilusão, é claro – e insinuou a mão por dentro da mesma, alisando meu abdômen.

Eu subi a mão para a barra de sua blusa, ciente de que eu precisava desesperadamente tocar sua pele e fiz o mesmo que ela, mas alisando suas costas. Ainda que [não] intencionalmente, sua blusa foi subindo à medida que eu acariciava suas costas. Como eu imaginava, ela tirou minha mão de lá, fazendo com que a blusa voltasse a cobrir tudo – que não deveria estar coberto, diga-se de passagem – e deu um meio sorrisinho contra meus lábios.

Contudo, eu não me dei por vencido. Aprofundei mais o beijo, pressionando o corpo ainda mais contra o dela, e discretamente coloquei a mão novamente dentro de sua blusa, e apertei sua pele. Ela estremeceu e arranhou minha barriga quase como reflexo, arrancando um rosnado meu. Porra. Ela não poderia esperar que eu me controlasse fazendo isso.

Desci com a mão pro seu quadril, apertando, e continuei o caminho da felicidade com a outra mão por dentro de sua blusa, consciente de que estava chegando a algum lugar. Sentia sua pele se arrepiar a cada avanço, e seus lábios se movendo mais firmemente contra os meus. Então...

O telefone da sala tocou.

O problema não foi o barulhinho irritante em si. Poderíamos continuar como se não houvesse tido nenhuma interrupção. Eu continuaria numa boa. No entanto, outra pessoa não.

- Não. Deixa tocar... – pedi tentando impedi-la de se afastar.

Ela sorriu marotamente e se afastou ainda assim. Eu não acreditei que ela ia mesmo me deixar naquele estado e ir atender ao telefone. Era sacanagem, aquilo não é? Pegadinha, talvez? Tomara que um raio caia agora na cabeça do filho da puta que me atrapalhou – pensei irado. E ela saiu da cozinha, rebolando o quadril provocadoramente atrás do telefone. Um raio só não, que sejam logo uns dez – completei. E a segui, porque eu realmente não tinha muitas outras opções.

- Que injustiça. Eu estava quase no sutiã! – exclamei em pensamento não acreditando no tamanho do meu próprio azar.

Ela pegou o telefone e colocou no ouvido murmurando um ‘Alô’ altamente doce e excitante. Ou talvez fosse só minha imaginação fértil e pervertidamente frustrada.

- Aah... – balbuciou ao telefone e me lançou um olhar rápido. – Oi Jake.

What.The.Fuck?

Ela deu meia volta e seguiu pelo corredor. Aparente ela não queria que eu ouvisse a conversa. Bem, não se ela quisesse continuar falando, porque era muito provável que eu arrancasse o telefone da mão dela e quebrasse em um milhão de pedaços, se ela permanecesse mais um segundo na minha frente com ele. – conclui.

Bufei umas cinqüenta vezes e sentei no sofá, batucando no joelho para ver se conseguia dissipar a frustração, raiva, ódio e outros. Tinha que ser ele; tinha que ser o – maldito, babaca, bastardo - ‘Jake’. E ela ainda me deixa para ir falar com ele? Assim, no meio do nosso... Amasso? Como se não fosse nada importante? Bom, pra mim era muito importante, inferno!

- Quase no sutiã, no sutiã! – repeti em pensamento.

E mesmo que não estivéssemos fazendo droga nenhuma, ela não podia me deixar para falar com ele! Sou eu. Eu. Logo, eu tinha que vir primeiro em qualquer situação. Afinal, ela gostava mais de mim, certo? Certo?! Conclui que eu realmente não tinha essa resposta. E provavelmente não teria, a menos que perguntasse a ela. O que com certeza eu não faria, até porque eu não me importava tanto assim. Óbvio que eu me importava, mas ainda assim eu não perguntaria. Mas não seria nada mal ficar sabendo.

Só percebi que ela tinha retornado, quando a senti sentando ao meu lado. Deveria estar perdido em pensamentos a mais tempo do que havia me permitido notar. Ela tinha uma expressão concentrada no rosto, quase preocupada. E de imediato, eu me preocupei.

- Está tudo bem, Bells?

- Hm? – murmurou distraidamente. – Tudo, tudo bem.

- Certeza? – insisti nenhum pouco convencido de sua afirmação.

A expressão dela não era imaginação minha. Ela suspirou, mas balançou a cabeça sinalizando que não era mesmo nada. A raiva que sentia a pouco foi se intensificando com o pensamento de que ela não estava assim até ele ligar. Involuntariamente, cerrei as mãos em punhos.

- Pare de procurar problemas onde não tem, Edward. Já falei que estou bem. – ela garantiu sorrindo, tentando se mostrar segura.


***

Ding.. Dong..

Bella levantou a cabeça do meu colo, onde esteve deitada nos últimos dez minutos, e encarou desconfiadamente à porta.

- Está esperando alguém? – questionei arqueando a sobrancelha.

Ela balançou a cabeça negativamente, e continuou a encarar a porta agora de olhos semicerrados.

- Não vai abrir?

Tive a impressão de que ela queria muito responder que ‘não’, mas hesitantemente, ela se levantou e foi até lá. A cena que se seguiu me preencheu de um ódio tão grande que foi com grande esforço que não praguejei.

- Mi bailarina, o que aconteceu com você? Por que não quis me contar pelo telefone? Desde quando você esconde... – Jacob, que entrara esbaforido ignorando a evidente expressão surpresa no rosto de Bella, interrompeu sua fala a me ver.

Poderia garantir que ele não estava satisfeito com a minha presença. E bem, eu com certeza não estava satisfeito com a dele.

- Quem é você? – perguntou de supetão.

Tive de controlar o ímpeto de responder de mil e uma formas quem eu era, mas olhei para Bella antes de me manifestar.

- Ham... Este é Edward. – ela apontou. – Edward, este é Jake.

- Edward quem? – ele insistiu.

- Aahm... – ela tratou de intervir quando percebeu que eu realmente ia responder. – Acho que seria melhor se você fosse agora...

E eu tive que me controlar para não rebater rebeldemente “E por que eu?” juntamente com o turbilhão de pensamentos descontrolados que se questionavam porque ela estava me mandando embora; e aquilo de passar o dia cuidando dela? Bella me lançou um olhar convincente, e eu suspirei, odiando-me por sempre ceder aos seus desejos.

- Tudo bem. – percebi pela minha visão periférica um movimento do Jacob. Tive de me controlar para não esquecer um soco em cheio na sua cara. Aproximei-me mais de Bella. – Eu ligo pra você mais tarde. – ela assentiu.

Mas eu ainda não tinha acabado.

Puxei-a pela cintura e selei nossos lábios, ciente de que ela tinha congelado. Podia jurar ter ouvido um rosnado ecoar no cômodo e foi com gosto que a puxei ainda mais contra mim, aumentando a pressão da minha boca contra dela. Por fim, abri os olhos e sorri, dando-lhe um último selinho.

- Ela é minha, idiota. – foi o pensamento que tive quando novamente meu olhar se encontrou ao de Jacob antes de sair.



POV ISABELLA

Eu estava estática, sem saber como reagir, o que fazer ou como me explicar. Depois do beijo, Edward tinha saído do apartamento, fechando a porta enquanto Jake me olhava com uma expressão que misturava raiva, tristeza e desapontamento. Quando ele me ligou, tinha desviado um pouco e ido para o quarto, já que eu sabia que o Edward não apreciava muito o Jake, mesmo sem conhecê-lo.

- Como você está? Liguei agora no ateliê, queria te ver e a Rosalie falou que você não estava bem disposta hoje e que não iria. O que aconteceu?- perguntou com a voz preocupada.

- Ham... Não foi nada realmente sério Jake. – respondi tentando me esquivar da pergunta.

Como eu iria falar pra ele que os pesadelos tinham me assombrado na noite passada e que no lugar de ligar para ele, era Edward que estava no meu apartamento, acalentando-me, cuidando de mim e me fazendo ficar sã?

- Eu estou apenas indisposta. Eu só avisei a Rosalie para que ela cuidasse do ateliê pra mim hoje, eu não gosto de faltar, você sabe.

Silêncio. Eu só consegui distinguir a respiração ruidosa dele. E dali eu poderia imaginar ele afrouxando dois botões da camisa que estaria usando, e batucando inconscientemente na mesa uma caneta. Segundos depois a minha teoria foi confirmada. E ele rompeu o silencio.

- Teve pesadelos, mi bailarina? – ele perguntou nervoso.

Gaguejei.

- N-não foram realmente pesadelos Jake... – tentei.

Mentira. Foi real, claro, como se estivesse revivendo tudo.

- Por que você não me ligou? Eu não acredito que você passou por isso sozinha, Bella!

- Não se preocupa Jake. – falei novamente, tentando convencê-lo. – Eu estou bem, realmente bem.

- Você nunca fica bem depois disso...

- Eu estou bem. Depois falamos sobre isso, OK? – falei entre dentes e já começando a ficar um pouco irritada.

Era ser mal educado, ignorante e mais um bando de coisas tratar ele assim, já que sempre que eu precisei estava comigo, mas eu não era mais criança.

- Vamos mudar de assunto, como você está? Eu estou com saudade!

- Mi bailarina, me desculpa, eu vou ter que desligar. Mas, eu estou bem. Ou acho que estou. Eu falo com você daqui a pouco. – e desligou.

Voltei para a sala e só tomei consciência dessa minha ação quando Edward perguntou se estava tudo bem. Ele talvez tenha percebido que não estava tudo bem, mas teve a delicadeza de não insistir mais. Passou o braço pelos meus ombros e me puxou para junto do seu corpo.

Depois de um momento apertando a minha mão delicadamente, fazendo o contorno dos meus dedos, colocou uma almofada no colo e posicionou a mão no meu ombro, levando-me de encontro à almofada. Ali acariciou o meu cabelo. Eu fechei os olhos e deixei que continuasse com a carícia. Meu coração estava apertado e eu tentei relaxar.

Eu detestava falar daquele jeito com Jake, principalmente quando ele era tão bom e carinhoso comigo, acompanhando meus surtos e me ajudando. Isso me fazia mal. Meus pensamentos estavam flutuando quando a campainha tocou. Meu choque foi tamanho ao ver Jacob parado na porta do meu apartamento. Senti o clima pesar quando apresentei Edward e a tristeza bater sobre seu olhar quando ele me beijou.

E agora aqui estava ele, encarando-me ainda com essa expressão.

- Então... – tentei começar para quebrar o clima.

Ele continuou calado. Suspirou e finalmente falou.

- Eu não sei por onde começar.

- Pode falar o que você quiser Jake, você sabe.

- Tudo bem então. Você teve pesadelos ontem? – perguntou.

Por que ele tinha que começar logo com essa pergunta?

- Sim. – murmurei, olhando-o.

- E por que você não me ligou?

Eu não respondi.

- Quem é esse Edward? – disparou com as perguntas. – Você está com ele?

- Sim. – murmurei novamente.

Eu não sabia por que não respondia normalmente, talvez por ter visto a decepção em seus olhos, sua face. Era um tormento para mim, saber que ele estava chateado por minha culpa.

- Então, você dormiu, sonhou e ligou pra ele ou já dormiu por aqui mesmo? – ele perguntou com o tom mais alto.

- Jake... Não é nada do que você está pensando... – comecei, mas fui cortada.

- Por favor, me explique então. – respondeu cruzando os braços sobre o peito, de um jeito bem arrogante.

Já que ele queria partir para ignorância, tudo bem. Eu também sabia ser quando queria.

- Sim Jacob, eu tive pesadelos essa noite, satisfeito?

- E não me chamou...? – ele perguntou num tom irritado e preocupado.

- Por que eu liguei para o Edward! – gritei. – Liguei para ele, ele veio aqui, ficou comigo! E estava aqui até agora. Eu estou com ele! Sim, estou! E eu não sou nenhuma vagabunda por estar com alguém!

- E ele agora pode ajudar você com os seus pesadelos? – perguntou rude.

- Por que você está me tratando assim? O que eu fiz de mais?

- Sempre que você precisou, eu estive aqui. Eu nunca falei que não podia ou que estava ocupado, Bella. Eu sempre estive aqui para você. Sempre.

- Eu sei que sim, Jake! – falei me aproximando dele. – Você sempre será o meu melhor amigo, o meu primo, a pessoa que me ajudou quando eu sempre precisei...

- O problema é esse: eu nunca quis ser só o seu amigo, só o seu primo.

- E você sempre soube o meu sentimento quanto a ti. Eu não tenho palavras para agradecer tudo que você já fez por mim. – falei baixo. – E se você me ajudou todos esses anos na esperança que ficasse algum dia com você, me desculpa, mas isso não vai acontecer.  E você sabe disso.

- Você sabe que eu nunca fiz isso com essa intenção! Eu fiz por que... por que... – ele gritou também, gaguejando.

As lágrimas agora escorriam novamente pelo o meu rosto e era como se eu estivesse novamente no pesadelo, tentando acordar e sem conseguir. Só que os meus pais foram substituídos por Jacob, meu amigo, meu primo, meu porto seguro. O cara que manteve a minha sanidade...

- Eu nunca pedi nada em troca Bella, é só que eu sempre ajudei você com os seus pesadelos, eu sempre te ajudei quando você acordava chorando, assustada, sem conseguir dormir por que os seus sonhos eram tão reais que você ficava com o olhar vidrado como estivesse revivendo o momento. Como você quer que eu reaja sabendo que eu fui substituído por um cara qualquer?

- Edward não é um cara qualquer. – respondi secando as lágrimas. – Por eu estar com ele não significa que você vai me perder Jake. Eu sempre serei sua. Não totalmente. Não do jeito que você quer. Mas sempre serei a sua bailarina. Só que você tem que entender uma coisa: eu vou me envolver com outras pessoas, eu tenho uma vida.

- Então, tudo bem. Viva a sua vida, com quem você quiser. Na verdade, quem sou eu para ficar perguntando alguma coisa para você? Eu apenas te ajudei com seus pesadelos enquanto eu pude, enquanto você me chamou.

- Jake... Não fale assim... Por favor. – pedi.

- E como você quer que eu me sinta, Bella? – ele perguntou, segurando o meu rosto com as suas mãos, o rosto contorcido em dor. – A única coisa que eu poderia fazer para te ajudar... Era no momento dos seus pesadelos. Eram nossos esses momentos! Meu e seu! Diga-me, como você quer que eu me sinta quando você teve um pesadelo e eu soube que você chamou outra pessoa para te ajudar a superar? Eu me sinto traído. – e aproximou bastante seu rosto do meu. Minhas mãos estavam sobre as dele.

- Jake, por favor... Não era pra ser nada assim... Eu só fiz o que eu achei certo. Edward me faz bem. Ele cuidou de mim. Vê que eu não estou com aquela aparência medonha de sempre? Sem olheiras e a palidez características? – perguntei.

Vi ele avaliar o meu rosto, todos os pontos que eu citei.

- Sim, ele fez um trabalho bem melhor do que o meu. – falou se afastando de mim.

- Dá para você parar com isso? – gritei exasperada. – Eu amo você Jake, amo mesmo, mas você não pode me impedir de viver a minha vida, de estar com quem eu quiser. Eu não vou deixar você fazer isso. Desculpe-me se eu te ofendi de alguma maneira, você sabe que eu nunca tive essa intenção.

- O problema é que eu te amo. – ele falou baixinho. – Eu sempre vou amar você, Bella...

- Jake...

- Está tudo bem, Bella. – ele respondeu com um sorriso triste. - Acho que não é um bom momento para pedir nada para você, mas... Cuide-se, OK?

- Por que você tem que tornar tudo tão difícil?

- Chega um momento que temos que parar de proteger as pessoas. Você já sabe se proteger sozinha, não precisa mais de mim.

- Isso é uma despedida? – perguntei fazendo esforço para não chorar.

- Eu acho que não... Eu só preciso de um tempo.

- Eu amo você.

- Eu sei que sim. – e deu um beijo na minha testa, me deixando desolada e destruída.


POV EDWARD

Nunca foi tão difícil ficar preso naquele quarto de hotel. Tentei espairecer, andar por aí antes de voltar, até caminhar pelo hotel em geral, mas nada. Com a cabeça tão entupida de pensamentos, o que prevalecia era o que me mandava ligar para Bella. Eu não queria parecer desesperado, nem preocupado, nem atordoado. Mas o fato era que eu estava, além de frustrado e desconfiado também. Alguma coisa me dizia que Jacob ia fazer alguma coisa com ela, ou dizer alguma coisa para ela; algo que não devia dizer. E coitado dele se fizer isso! Coitado dele se não me ‘entregasse’ Bella exatamente do jeito que ela estava antes de ele aparecer!

Depois de circular incontáveis vezes pelo saguão e área externa do hotel, quase arrancar os cabelos de tanto passar as mãos por eles e até ir ao quarto vazio de Emmet em busca de companhia, desisti e resolvi ligar. Com um simples ‘alô’ eu já tive certeza de que ela não estava como eu tinha deixado. Só disse “estou indo aí”; ela ainda rebateu afirmando que estava bem e que não precisava, daquele jeito que deixava implícito que ela queria exatamente o contrário. E enquanto me dirigia até lá no táxi, fazia várias anotações mentais de que nunca mais viajaria sem meu carro; não importando com quem fosse e nem para onde fosse.

Felizmente, não foi necessário levar outro papo amigável com o porteiro do prédio da minha estrela. Acredito que depois das ameaças que fiz ontem, ele nunca mais tentaria me impedir de subir, mesmo que fosse de madrugada outra vez. A porta dela estava destrancada, e apesar de ainda mais preocupado por ela ter esquecido até de trancá-la, aproveitei-me disso depois de bater algumas vezes e não ter havido respostas.

- Bella?

Ela não estava na sala e nem na cozinha. Ponderei antes de seguir pelo corredor porque eu realmente nunca havia entrado no quarto dela e imediatamente questionei se não era um limite invisível que eu não deveria cruzar ou algo do gênero. Mas no momento, decidi não me importar com isso; se por acaso fosse errado, depois eu me retratava. E não deu outra, ela estava lá. Vestida da mesma forma, com os braços ao redor dos joelhos, sentada na cama. Seu olhar estava perdido, como se ela não estivesse na galáxia que deveria estar. Tentei me controlar ao me aproximar dela, mas tudo isso se extinguiu quando uma lágrima caiu de seus olhos.

- O que foi que ele fez?!

Ela ergueu o rosto assustada, confirmando de que não estava mesmo consciente de alguma coisa. Eu sentei na sua frente e segurei seu rosto.

- Ele machucou você?!

- Não... Jake nunca faria isso, Edward. – respondeu desviando o olhar. – Eu disse que você não precisava vir até...

- Então, o que aconteceu?

Os seus olhos se encheram de água novamente e ela mordeu os lábios tentando se controlar. Desistiu por fim, e me abraçou, se rendendo às lagrimas. Resistindo a vontade de continuar a questioná-la o que exatamente aquele filho da mãe tinha dito a ela, apertei-a contra mim detestando a sensação incapacidade. E ciente de que era a primeira vez na vida que eu sentia a necessidade literal de matar alguém.


POV ISABELLA

Mais uma vez, em menos de 24 horas, ali estava Edward me abraçando enquanto eu inundava sua camisa em lágrimas. E dessa vez eu estava realmente destroçada, por que brigar com Jake era como arrancar um pedaço de mim, por que ele fazia parte de mim.

- O que aconteceu? – ele perguntou de novo, quando eu me acalmei, estendo um copo de água que foi buscar na cozinha para mim.

- Eu odeio brigar com o Jacob, Edward. Ele é... – e engoli em seco, por que talvez o que eu falasse ele não gostaria de saber. – Ele é... O Jake é a pessoa que esteve mais próxima de mim desde que meus pais morreram. Ele me conhece, eu o conheço e vê-lo com aquele olhar triste é muito doloroso. Eu não quero isso.

- Vai passar, mi estrela. Vai passar. – Ele se encostou na cabeceira e me puxou para seu colo.

Começou a acariciar meu cabelo com uma força um pouco maior do que talvez pretendesse – resmungando baixinho no processo -, mas depois seu carinho foi suave. Ele enrolava mechas do meu cabelo no seu dedo, depois acariciava do topo da cabeça até as pontas. Eu não sei que horas eram, porém não comemos nada, ficamos ali. Meu coração dolorido, com meus pensamentos em Jake enquanto ele apenas cuidava de mim.

Sem perceber, fechei meus olhos e adormeci.

[...]

Abri os olhos devagar, tentando enxergar alguma coisa. Estava escuro lá fora e as luzes que entravam por brechas no quarto eram da rua, deixando-o pouco iluminado. Estava deitada de lado e a mão de Edward estava delicadamente pousada na curva da minha cintura. Ele provavelmente me deitou depois que eu adormeci em seus braços e se deitou ao meu lado. Lentamente, virei meu corpo.

Sua mão pousou na minha barriga, acompanhando o ritmo da minha respiração. Virei a cabeça na sua direção. Ele estava ressonando baixinho, os lábios juntos, as mechas do cabelo caindo sobre a testa, as pálpebras um pouco escuras pela falta de sono da noite anterior. Uma das brechas da minha janela reincidia a luz próxima a seu rosto.

Observei-o por um tempo. Delicadamente, levantei minha mão e tracei com os dedos seu maxilar bem desenhado e deslizei as costas dos mesmos sobre sua bochecha, onde gostei da sensação de sentir a leve barba que já crescia e fazia cócegas. Ele suspirou. Toquei levemente seus olhos fechados, deslizei a ponta do dedo pelo seu nariz e pousei na sua boca. Ali, desenhei todo o contorno. Ele abriu devagar os olhos.

- Está tudo perfeito para você? – ele sussurrou, os olhos brilhantes, um sorriso preguiçoso nos lábios.

Arfei em surpresa quando ele me beijou intensamente, pousando seu corpo sobre o meu.

- Me desculpa ter te acordado, sei que está cansado. – falei. Olhei para seu cabelo e então enfiei meus dedos nele na altura da testa, puxando- os para trás delicadamente, mas ele voltou quase que imediatamente para o lugar. – Volte a dormir.

- Você é tão linda. – falou como se eu não tivesse falado nada.

Olhei- o nos olhos. Ele aproveitou que a sua mão ainda estava pousada na minha barriga e começou a brincar levemente com a barra da blusa.

- Eu gosto do seu cabelo. – falei, acariciando- os. – E da cor dos seus olhos. Às vezes eu tenho a impressão que eles mudam de cor. Agora por exemplo, eles estão verdes escuros. E estão brilhantes. Mas quando estamos no ateliê, por exemplo, eles estão claros e brincalhões. E quando estão preocupados ficam escuros, nem parece que são verdes. E muitas vezes eu tenho a impressão que eles acompanham o seu sorriso. – completei rindo. – Sem um, o outro não existe.

Ele deu seu sorriso magnífico e eu percebi que combinava também com o seu olhar sonolento e com o verde escuro.

- Eu gosto do formato da sua boca, principalmente quando você sorri. É o sorriso mais lindo, o som mais agradável. – ele disse. Continuei a mexer no seu cabelo. – E como os seus olhos brilham. Eu agora consigo distinguir claramente quando estão furiosos, alegres e tristes. – completou colocando a mão por dentro da blusa. Começou a deslizar os dedos pela minha pele perto do umbigo. – Gosto do cheiro que tem e como seu cabelo balança de acordo o movimento do seu corpo. – ele tirou a mão da minha barriga e agarrou uma mecha do meu cabelo. – Eu gosto quando me deixa te beijar ou quando quer me controlar. Adoro seus ombros... – largou a mecha e tocou a região. – E de como os seus seios são bonitos, apesar de nunca os ter visto ou tocado... – completou rindo. – Gosto quando estremece quando aperto a sua cintura... – e sua mão passou pela lateral do meu seio direito, desenhou as minhas costelas e se fechou sobre a minha cintura. - E
De quando tira a minha mão de determinados lugares. – falou deslizando a mão pela minha coxa.

- Eu gosto do seu beijo. – completei.

- Eu gosto de como agarra meu cabelo quando está me beijando. E eu posso te mostrar outras coisas que te agradariam... – ele falou presunçoso, roçando levemente o seu nariz no meu.

- E o que seriam? – perguntei sentindo o meu coração palpitar rapidamente de antecipação.

Ele roçou levemente seus lábios nos meus, brincando. Instintivamente, agarrei seu ombro e puxei seu corpo para mais perto do meu.

- Eu não vou resistir. – sussurrei, antes que ele me puxasse com força e me beijasse avidamente.

Deixei sua língua deslizar sobre a minha, tentando encontrar um ângulo em que ele pudesse ter total acesso a minha boca. Quando dei uma leve mordida no seu lábio, ele grunhiu em resposta. Minha mão deslizou pelo seu pescoço e agarrou fortemente a camisa que usava, puxando-a. Ele vagarosamente girou o corpo ficando levemente sobre o meu. Suas mãos estavam sendo cuidadosas, ele tocou carinhosamente minha barriga, levantando a blusa.

O calor que emanava dele estava fazendo com que o meu próprio corpo esquentasse. Pousei minhas mãos na barra da sua camisa e levemente fui levantando-a, deslizando a minha mão pelas costas dele no processo. Ele afastou o rosto do meu para que a camisa passasse pela sua cabeça. Seus olhos tinham o tom verde escuro e luxurioso, desejando. Ele abaixou a cabeça e beijou o meu pescoço. Eu abracei seu corpo, apertando suas costas, que tinha os músculos contraídos.

- Você... ainda.... muita roupa... – ele falou, entrecortando as palavras, pois tentava me beijar e tirar minha blusa ao mesmo tempo.

Empurrei meu corpo junto com o dele e rapidamente levantei os braços enquanto ele puxava a blusa. Ele me olhou, a respiração irregular, fixou meu rosto e desceu pelo meu pescoço, os cabelos que estavam espalhados pelos meus ombros e a cascata que caia sobre os meus seios e acompanhava a minha respiração. Agi antes dele.

Levantei devagar, agarrei seus quadris, puxando - os para perto de mim, onde eu pude sentir sua ereção já evidente. Passei as mãos pela sua barriga, arranhando levemente com as unhas e com a boca, dei beijos molhados pelo seu pescoço. Seu peito era largo, seu abdômen bem definido, eu conseguia sentir os gominhos dos músculos da sua barriga. Querendo mais, querendo sentir, eu pousei sutilmente a minha mão sobre a sua ereção, por cima da calça que ele usava. Um grunhido saiu da sua boca e ele enterrou a cabeça no vão do meu pescoço, chupando a região. Puxou o meu corpo e eu deixei me levar pela sensação de ter sua boca no meu pescoço, por que eu se eu queria, ele com certeza queria bem mais.

Ele pegou a minha mão e espalmou sobre a sua ereção. Eu o senti endurecer sob minha palma. Devagar, apertei. Ele gemeu de satisfação, beijando-me na boca outra vez, e junto com a minha mão fez movimentos de sobe e desce sobre a malha da calça. Suas mãos subiram pelo meu corpo, tocando todas as partes possíveis, apertando, e pousou sobre os meus seios, mordendo o lábio inferior. Suas mãos me tocaram cuidadosamente, com carinho.



POV EDWARD

Com certeza, com certeza se alguém tivesse me dito que estaria nesta situação, eu teria feito o impossível para acelerar o tempo. Qualquer coisa, qualquer coisa que pudesse apressar o que eu estava vivenciando. Porque nenhuma ilusão ou alucinação poderia se comparar a realidade, e a sensação de ter minha estrela ali, aceitando-me. Ela aumentou a pressão contra minha ereção. Lutei para tentar me manter sob controle, aquilo deveria ser especial e não rápido. Não era qualquer uma ali, era ela. Minha Bella.

- Devagar, Bells... – murmurei enquanto com muito esforço, afastava sua mão do ponto onde eu mais necessitava que estivesse.

Ela me encarou em confusão. Mas eu sabia que se ela continuasse a fazer o que fazia, eu não conseguiria fazer o que eu precisava fazer: tratá-la como ela merecia.

- Eu vou ser cuidadoso com você... – olhei em seus olhos e lhe beijei nos lábios, levando a mão até o fecho de seu sutiã e desprendendo-o.

Toquei seus seios agora sem o empecilho do fino tecido. Ela suspirou enquanto eu movimentava as mãos, acariciando e beliscando seus mamilos suavemente. Atentava a suas reações para saber se estava fazendo aquilo certo... A verdade era que eu nunca me preocupei em dar prazer a uma mulher antes. O importante sempre tinha sido eu e nada mais. Porém, com Bells tudo era diferente, logo isso também seria. Preenchi um de seus seios com a boca, enquanto descia as mãos, preocupando-me em arrancar sua calça.

- Você é linda. – murmurei maravilhado com a visão de seu corpo.

Ela mordeu os lábios, de olhos fechados. Acariciei o interior de suas coxas e ela se remexeu, mordendo os lábios com mais força. Subi a mão para a barra de sua calcinha, e desci novamente tocando seu centro, sentindo a umidade. Ela gemeu. Nenhum som se comparava aquele... Nenhum. Fiz uma leve pressão na região e ela estremeceu. Abaixei o corpo outra vez, tocando em sua barriga com os lábios e ainda com os dedos, tocando-a intimamente. Beijei e mordi sua pele, descendo a boca... Minha estrela agarrou os lençóis da cama com força.

- Tão linda... – depositei um beijo em seu sexo.

Bells gemeu mais alto. Desci sua calcinha lentamente, se possível ainda mais hipnotizado do que antes. Ela era perfeita...

- Edward. – ela murmurou roucamente.

Deitei sobre seu corpo outra vez, e ela segurou meu rosto, beijando-me com urgência. Fechei os olhos com força enquanto mordia levemente seu lábio... Ela não estava facilitando as coisas. Não podia ser de qualquer jeito.. – repetia mentalmente. Ela desceu as mãos para o cós da minha calça, desabotoando-a.

- Quero você agora... – sussurrou entre um beijo e outro.

Existiria no universo alguma frase mais alucinógena do que aquela? Eu duvidava.

Ela desceu o meu zíper, roçando os dedos contra minha ereção no processo... Ergui uma de suas pernas, pressionando o meu corpo contra o dela. Antes que ela tirasse a calça por completo, retirei a carteira do bolso detrás e com dificuldades por tentar o fazer com uma única mão, apanhei uma camisinha da mesma.

- Sempre prevenido, hã? – ela arqueou as sobrancelhas.

- Prático.  

Ela sorriu, baixando os olhos para me observar e lambendo os lábios. Se ela ficasse fazendo aquele tipo de coisa não ia dar não... Suas mãos começaram a descer minha boxer. Apertei sua coxa, beijando queixo e descendo para o colo até chegar aos seios. Quando a última peça já estava junto às outras em algum lugar, Bella envolveu minha ereção com uma das mãos e apertou.

- Deus! Bella... – exclamei apertando-a mais forte contra mim.

Ela sorriu e apertou outra vez. Rosnei, retirando sua mão dali. Não era possível que ela não percebesse que ficar brincando comigo daquela maneira não era favorável. Eu estava fazendo de tudo para me controlar, e ser gentil com ela... Mas quanto mais eu tentava, mais ela me tentava.

- Não faça isso. – alertei-a torcendo para que pelo menos uma vez ela deixasse de ser teimosa e me ouvisse.

Ela mordeu os lábios, divertidamente. Levei a mão até seu centro novamente, onde rocei os dedos firmemente. Seus olhos escureceram e ela gemeu. Era incrível como até naquela situação, nós nos ‘desentendíamos’. Beijei-a nos lábios, movimentando os dedos nela, que começou a mexer o quadril.

- Edward...

Ela pegou a camisinha, e a abriu rapidamente. Mordi seu pescoço quando senti suas mãos desenrolando-a em mim. Puta merda. Ergui mais sua perna, mantendo uma mão ali e outra em sua cintura enquanto me posicionava em cima dela. Encostei a testa na dela, pedindo a Deus por controle e que eu não estragasse tudo agindo como eu normalmente agia. Olhei em seus olhos e mais uma vez encostei nossos lábios, enquanto me movia para dentro dela.

Puta merda.

Ela levou as mãos para o meu cabelo e mordeu os meus lábios com força. Rosnei, sentindo-a ao meu redor pouco a pouco; tão quente e apertada. Ela moveu o quadril contra o meu, procurando acelerar as coisas. Enfiei uma das mãos em seu cabelo e puxei seu corpo contra o meu, preenchendo-a de vez.

Ela soltou um gritinho e eu a fitei imediatamente, pensando que tinha a machucado. Ela estivera com os olhos fechados e os abriu, encarando-me. Já estava abrindo a boca para pedir desculpas um milhão de vezes, quando ela colou sua boca na minha firmemente, erguendo a outra perna. Eu a segurei junto a mim, afundando-me mais no seu corpo.

Eu estava começando a achar que não era normal aquela sensação. Parecia que tudo queimava, tudo ardia... Como se eu fosse o próprio fogo. Ela começou a se mover junto a mim, arranhando minhas costas e ombros. Segurei suas coxas, investindo mais forte e rápido contra ela. Ela mordia os lábios, e jogava a cabeça para trás, gemidos escapando de sua boca... Cada mais alto, cada vez com mais freqüência. Eu beijava sua boca, seu queixo, seu maxilar e queixo... Tudo o que eu podia alcançar, e passava as mãos freneticamente por seu corpo, apertando, acariciando, apalpando. Sem nunca parar de mover. Eu acho que eu morreria se tivesse que parar naquele momento.

- Edward. – ela gemeu mais uma vez e se contorceu.

Seu sexo se contraiu ao meu redor, apertando-me e sufocando. Eu tive de beijá-la para não gritar ou dizer alguma coisa extremamente vulgar a ela. Embora tivesse muitas em mente. Impulsionei-me mais forte, sabendo que ela estava quase chegando ao clímax. Ela gritou, sendo sufocada por minha boca contra a dela, e me beijou desesperadamente arranhando minhas costas uma vez mais.

Aquilo ardeu um bocado, mas tão pouco liguei. Beijei seu pescoço, sugando-o com os dentes e Bella estremeceu, arqueando o quadril e as costas, o gemido mais sexy escapando por seus lábios. Seu sexo se contraiu novamente, muito mais intensamente, fazendo-me ter a certeza de que ela tinha alcançado o orgasmo. Ela mordeu meu ombro com força, antes de deixar sua cabeça pender no travesseiro.

Ver sua expressão, tão relaxada e satisfeita... E ver a porra do sorriso sexy, preguiçoso e quente, e sexy – outra vez - me fez rosnar algumas vezes quando atingi o clímax, tremendo violentamente sobre seu corpo. Respirei fundo contra sua pele, sentindo seu cheiro misturado com o suor. Não me atrevi a sair de seu interior, sentia-me tão bem ali que poderia ficar para sempre sem o menor problema.

- Edward?

- Hm? – murmurei beijando sua pele, e passando a mão por seu corpo.

Ela suspirou e virou o rosto, aprovando a carícia. Corri os dedos por suas coxas, mordendo seu maxilar. Sua pele se arrepiou.

- Vai ficar aí? – sua voz estava tão rouca e falha que me fez sorrir.

- Sim... – respondi levando a mão até seu rosto. Ela me encarou com os olhos enuviados e escuros novamente. Aproximei minha boca da dela, e antes de beijá-la, completei a frase. – Pelo resto da noite.

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