Oiee!! *acena de longe* Hahaha Eu sei que o capítulo anteior terminou onde todas nós queríamos, torcíamos e desejávamos que tivesse terminado, mas sem o tchan do prazer de continuar a ler! Por isso, segue o próximo capítulo e descubram até onde foi esse primeiro e tão esperado e ansiado beijo! Aproveitem! :) Aaaah, como o capítulo não é muito grnde (apenas 6 páginas) e eu sei que o próximo capítulo estará muito mais legal (sem spoillers, claro hihih), sábado eu posto novo capítulo! :D



CAPÍTULO 11

POV ISABELLA

A minha mente estava bloqueada para pensamentos, por que todos os meus sentidos estavam focados em Edward, na maneira como sua mão estava pressionada na base da minha cintura, me apertando fortemente, do cheiro que exalava do seu corpo quente, da sua boca que estava pressionada contra a minha numa maneira muito sedutora. Ele inclinou o rosto e com a outra mão enterrou nos meus cabelos soltos, me fazendo apertar fortemente os braços ao redor do seu pescoço. Eu abri a boca, dando passagem para a sua língua. E o gosto, associado ao cheiro e todas as sensações possíveis não fizeram jus ao meu sonho, por que o gosto dele era muito melhor. Logo eu estava em busca de ar, mas eu não queria me afastar e ele também não. Apenas desgrudamos a boca um do outro, dando pequenos selinhos, para logo depois voltarmos a selar nossos lábios em outro beijo. Eu não sei quanto tempo ficamos assim, afastando o rosto, sem desgrudar os lábios, apenas para puxar o ar e voltar a nos beijar. Eu também não me importei. Ele descansou as duas mãos no meu rosto, guiando minha cabeça para o beijo. Ele queria me mostrar tudo que ele tinha de melhor, e quem seria eu para reclamar?

Quando finalmente conseguimos afastar o rosto um do outro, olhei – o, um pouco sem graça e com certeza corando. Seus olhos que tinham o verde mais claro que eu já tinha visto, estavam nebulosos. Ele tinha um sorriso satisfeito no seu rosto. Os lábios estavam vermelhos e um pouco inchados e eu me perguntei se eu também estaria assim. Ficamos calados, apenas admirando um ao outro... A verdade é que não tinha muito o que falar. Deixamos que os nossos instintos comandassem e agora tudo já havia acontecido.


- Então... – comecei, olhando para os meus pés, tirando os braços do seu pescoço e dando um passo para trás, como se tivesse acabado de fazer algo muito errado.

- Então... – ele apenas repetiu com um sorriso e deu também um passo, se reaproximando de mim. – Você vai fugir depois de provar? – provocou.

- Eu não fujo, Edward Masen. – rebati.

- Que bom... – ele continuou, dessa vez passando as pontas dos dedos pela base do meu pescoço, olhando – me intensamente, com a cabeça levemente inclinada – Por que talvez... Se você aceitar... – seus dedos foram substituídos pela sua boca. Eu fechei os olhos me entregando às sensações. -... Poderíamos prolongar o momento. – e subiu, beijando o meu queixo, minha bochecha e o canto da minha boca. – O que você acha da minha idéia? – ele perguntou, roçando os lábios nos meus.

- O... quê? – perguntei, abrindo os olhos.

- Só diga que sim... – ele falou e continuou com a tortura.

- Sim... sobre o quê? – meu pensamento estava completamente desconexo. Do que ele estava falando mesmo?

- Diga que sim... – ele continuou, sua mão subindo pela lateral do meu corpo, da base da cintura até a nuca.

- Hum... sim. – e então ele voltou a me beijar.


POV EDWARD

- Para onde estamos indo? – perguntou Bella, não se dando por vencida por eu não ter revelado nosso destino. 

Eu sorri observando-a e balançando a cabeça outra vez. Como alguém poderia ser tão teimosa? E como eu poderia gostar tanto disso?
 
- Eu não vou lhe dizer, Bella... Deixe-me surpreendê-la. 

Ela revirou os olhos e cruzou os braços, se ajeitando no banco do carona. Eu ri de seu comportamento. 

- Você sabe... Eu conheço muito mais lugares aqui do que você. – ela tentou outra vez. 

- Vou correr o risco. 

Ela me lançou outro olhar nada amigável e se calou. E o silêncio permaneceu. Ela se irritava tão facilmente. Não havia nada de errado em eu querer fazer uma surpresa, tinha? Porém, eu sabia que ela não gostava de se sentir “vulnerável”. Eu sabia por que eu também não gostava. Mas era um fato de que ela ficava mais linda irritadinha.

Olhei pra ela novamente, percebendo que estranhamente eu estava fazendo isso todo o tempo, e ela ainda tinha os lábios um pouco vermelhos, mesclando com o bonito rosa que eles assumiam naturalmente. Ela percebeu meu olhar e corou, mas tentando manter a expressão carrancuda. 

Ri novamente notando o quanto isso me parecia fácil agora. Era verdade que eu me sentia extremamente satisfeito comigo mesmo. Ainda podia lembrar com exatidão do sabor dos lábios dela, e de suas reações e da forma como ela correspondeu ao beijo com intensidade e pra minha surpresa, sem hesitação. Assim como lembrava com clareza dos últimos dias e de como nos aproximamos. Como ela me deixou se aproximar dela. E como parecia confortável comigo. Eu tinha conseguido – O pensamento ecoava na minha mente como um disco arranhado em uma vitrola velha que insistia em reprisar e reprisar a mesma canção por consecutivas vezes sem cessar. 

Era maravilhoso o gosto do sucesso. Era maravilhoso me sentir como eu me sentia. Tudo era maravilhoso – Cheguei à conclusão. A vida se mostrava absurdamente maravilhosa para mim. 

- Edward, por favor.. Me diz. – tornou a pedir. 

Eu ri divertidamente por que pra ela me pedir “por favor”, definitivamente ela estava desesperada. 

- Já chegamos... 

Nem havia terminado a frase, e ela apressadamente já estava olhando pela janela. Parei o carro na encosta da estrada, e ao entregar as chaves a ela, percebi sua expressão confusa e as sobrancelhas juntas. Como eu imaginava.

- O que estamos fazendo aqui?

- Apenas me siga, está bem? 

Ela balançou a cabeça um ‘não’. Ri e saí do carro. Relutantemente, ela fez o mesmo e encarou a trilha a nossa frente com desconfiança. Obviamente que uma pequena e quase invisível trilha cercada dos dois lados por nada mais do que mato, onde mal se podia enxergar o que tinha por ser noite, não parecia segura. 

- Confie em mim. – estendi a mão em sua direção.

Ela mordeu os lábios, também me encarando com desconfiança até por fim suspirar, e segurar minha mão. E assim começamos a seguir a trilha. 

Ela agora segurava meu braço com força olhando para todos os lados. A cada barulho que ecoava no silêncio da noite, ela segurava mais forte. Eu gostaria, mas não poderia evitar os bichos que ali habitavam. Éramos nós no território deles e não o contrário.

A medida que nos aproximávamos, eu comecei a me questionar: E se ela não gostasse? Eu tinha ido ali uma vez naquela semana, durante o dia, depois de ouvir acidentalmente uma conversa entre simpáticas senhoras sobre como o lugar era lindo e como devia ser mais divulgado. Aparentemente eram turistas. Imediatamente eu tinha pensado em Bella e desejado ter uma oportunidade de mostrar a ela após ter conhecido. 

Mas talvez ela não gostasse. Ficava evidente que ela não costumava ficar fazendo trilhas por aí, principalmente à noite. E a segurança desta era somente por ela seguir reto até onde eu queria. Senão, provavelmente, eu me perderia. E terminar a noite, perdidos em uma floresta estava terminantemente fora de cogitação. 

- Edward... Você tem certeza que sabe o que está fazendo? – perguntou e logo após segurou meu braço após ouvirmos mais um barulho de movimento bem ao nosso lado. 

- Espera. – eu parei de andar e ela apertou ainda mais.

- Ai! O quê?! 

- Hm.. Nada. – apurei os ouvidos ainda mais para ter certeza de que o barulho de alguma coisa rastejando pelo chão tinha sido apenas uma impressão. Eu me certifiquei antes de vir para saber que aqui não tinha cobras. – Está tudo bem. Vamos. 

Ela balançou a cabeça, mas felizmente tornou a seguir. Alguns minutos depois e finalmente pude ouvir o barulho de água. Aparentemente, Bella também ouviu, mas como a qualquer sinal de barulho ela se encolhia ainda mais, ela tornou a o fazer. Era engraçado vê-la assim. Mas eu não me atreveria a rir. Ainda prezava pelo meu pescoço. 

Logo, já podia avistar as pedras ao final da trilha. Enquanto continuávamos caminhando e ela começava a relaxar, tomei o conhecimento de que era muito mais bonito à noite. Tão logo, ela avistou a cachoeira, imediatamente soltou meu braço e olhou em volta, parecendo deslumbrada.

Imediatamente eu soube que tinha valido a pena. E que ela também achava isso.

A água fluía rapidamente caindo em cascatas por entre as pedras. A iluminação da lua reluzia no lago cristalino que se formava. A incrível queda de água devia ter mais ou menos uns 30 m e era o que dava a beleza àquele lugar aparentemente sem graça. 

Sem hesitar, Bella caminhou cuidadosamente por entre as pedras se aproximando da queda d’água. Olhava absorta ao redor, e tinha um sorriso de puro encantamento nos lábios. Foi inevitável não sorrir junto. 

- É lindo aqui, Edward... 

Isso confirmou minhas expectativas de que ela realmente não conhecia o local. Sentei em uma das pedras ali, e enquanto ela admirava a cachoeira, eu a admirava. 

- É realmente lindo... – se sentou ao meu lado, suspirando e sorrindo. – Como foi que você achou esse lugar? 

- Eu tenho meus contatos... 

Ela revirou os olhos, mas ainda mantinha o sorriso, não se atrevendo a desviar os olhos do lugar. 

- Achei que você fosse gostar.

- Sim. Eu gostei. Você me surpreendeu de verdade... – ela me encarou, e eu sorri involuntariamente. – Mas não é pra você ficar convencido.

- Hm.. Mas o problema é que eu já sou, então. – dei de ombros. 

Ela riu. E repentinamente uma súbita vontade de beijá-la tomou conta de mim. Quase tão necessário como piscar os olhos ou.. Respirar. Eu coloquei delicadamente uma das mãos em seu rosto, e ela me olhou atentamente enquanto eu me aproximava. O melhor de tudo foi saber que ela não me afastaria ou resistiria, e sim o contrário. Ela também aproximou o rosto encurtando ainda mais a distância entre nós dois. 

***

- Vamos brincar de Jogo da Verdade? – Bella sugeriu estranhamente entusiasmada com a idéia. 

- Hm, sim...? – respondi confuso.

- Sim! – ela sorriu largamente. – Eu primeiro! 

- Tudo bem, já que você me deixou escolha... – virei para ela, tentando me acomodar. Obviamente foi impossível por estar sentado em uma pedra. 

Ela ignorou.

- Bem... – sorriu ainda mais. – Qual seu nome verdadeiro?

- Que tipo de pergunta é essa? 

- Ah, só para ter certeza... – ela riu debochada. – Tudo bem, foi brincadeira... Quais são os nomes dos seus pais?

Imediatamente comecei a me arrepender de ter aceitado isso. Em vista que tínhamos várias coisas que poderíamos fazer em uma cachoeira, literalmente escondida no meio de um monte de mato à noite. Bem, nem tantas coisas assim. Mas tinha algo especificamente que eu gostaria muito de fazer com a Bella. E com certeza não era isso.

- Eu já disse isso para você... – torci pra que ela desistisse e mudasse de assunto.

Porém, isso nem pareceu passar pela cabeça dela, que ainda uma expressão determinada no rosto.

- Não. Você me contou sobre a Cida. – ela corrigiu confiante. 

Definitivamente eu estava arrependido de ter aceitado jogar esse maldito jogo.

- Esme e Carlisle. – falei por fim, distraidamente. 

- Hm... – ela sorriu ainda mais. – E por que você não...

- Pensei que fosse minha vez de perguntar agora. – a minha voz soou um pouco mais grosseira do que era pedido para o momento.

- Ah, certo.. – o sorriso morreu. – É... Sua vez. 

Fiquei em silêncio por alguns segundos só para ver se eu voltava a mim novamente e parava de bancar o idiota com ela. Pareceu resolver um pouco.

- Por que você me fez justamente essa pergunta? 

Tinha melhorado bastante, mas ainda não estava bom. Não era exatamente algo que eu pudesse controlar. Acredito que este era um dos piores assuntos que ela poderia querer me questionar sobre. E o que, com certeza, me deixava impossivelmente nervoso.

- Porque eu quero conhecer você.. – ela percebeu na hora que a justificativa tinha sido bastante fraca. – E, eu já falei a você sobre meus pais.. Nada mais justo, certo? 

- E eu já te falei sobre Cida, então estamos quites.. Certo?
 
Que inferno! Isso não estava dando certo. Daqui a pouco, eu estaria gritando com ela sem nem perceber.

- Eu não quis chatear você.. – murmurou com um suspiro.

- Não é você, Bella... É só... – corri os dedos nervosamente pelo cabelo. Eu tinha que aprender a lidar com isso algum dia. Eu tinha. – Eu não gosto de falar nisso, entende? 

- E por que não? – insistiu me encarando curiosa. 

Balancei a cabeça negativamente sinalizando que eu não ia mesmo conversar sobre isso. Por que isso era tão importante? Por que ela não esquecia isso e assim poderíamos voltar para a nossa noite sem nada pra atrapalhar? 

- Você pode confiar em mim, sabe... – e tentou mais uma vez.

- Uhum. 

- Tudo bem, - ela se levantou de súbito. – Acho melhor nós irmos então. – imediatamente comecei a me xingar mentalmente diversas vezes por ter estragado tudo, por ter me deixado levar e por... – Quanto mais escuro ficar, mais difícil será pra nós voltarmos. – encarou desconfiada o grande escuro por entre as árvores e folhas, com uma expressão de quem decididamente preferia ficar aqui.

E foi com um grande alívio que eu me levantei e postei junto a ela. Alívio de saber que ela não estava nada além de com medo da floresta novamente, e que o fato de ela querer ir embora não tinha nada a ver com meu comportamento altamente imbecil. 

- Sim, nós podemos. – concordei e ela assentiu, se virando. Segurei seu braço. – Olha, não tem nada mesmo a ver com você. E eu sei que eu não devia ter falado daquele jeito...

- Está tudo bem, Edward. – sorriu. – Quando você quiser falar, se quiser falar... Eu ouvirei com gosto. 

Eu balancei a cabeça assentindo. Não lembrava se já havia mencionado naquela noite, mas ela era maravilhosa.

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