Eu aqui bem tranquila pensando que já tinha postado esse capítulo e BAM!! Não tinha!! o_o Deixando minhas maluquices de lado e o fato de uma parte do texto eu não ter conseguido formatar direitinho, fiquem com mais um capítulo de Sin Resistir La Tentación!

Beijokas! :*

                                                      CAPÍTULO 8


POV ISABELLA

No outro dia pela manhã, eu tive logo uma séria conversa com Edward antes da nossa aula, deixando bem claro que o nosso relacionamento seria estritamente profissional. Ele fez uma cara de arrependimento, mas eu fui firme. Para mim, não seria conveniente nem que fôssemos amigos, por que na primeira tentativa, já foi falha. Para minha total surpresa, ele não colocou a mão aonde não devia, acompanhou-me em todos os passos e coreografias e foi muito gentil. Eu esperava uma reação diferente: que ele se afastasse, mas pelo contrário, a sensação que tive foi que ele era muito mais do que aquele superficial Edward aparente.

Os dias se seguiram sem nenhum transtorno e eu estava realmente aliviada que os problemas – com Edward – teriam finalmente cessado. Às vezes ele falava coisas engraçadas e eu percebia seus olhos brilhando quando eu ria. Então ele também dava um sorriso e voltávamos a nossa atividade, como se não tivesse ocorrido interrupção. Eu podia sentir a vontade dele se de ser aceito por mim, então estava se comportando direitinho. Ele evitava me tocar indevidamente e suas mãos estavam sempre posicionadas no lugar. Nunca mais tive que brigar por que ela descia da minha cintura quase agarrando o meu quadril.

Agora eu estava no meu horário de almoço. Resolvi ficar pelo Ateliê mesmo enquanto Alice e Rosalie foram almoçar em algum lugar com Jasper e Emmet. Eu me sentia uma intrusa no meio deles, e sinceramente, não estava a fim de cortar o barato dos casais sendo intrometida, apesar de saber que Alice e Rose nunca se importariam. Meu celular tocou e um sorriso enorme se espalhou pelo meu rosto quando eu vi o nome do Jake piscar na tela.

- Jake! – cantarolei.

- Olá mi bailarina. – ele respondeu. Eu consegui imaginar o sorriso caloroso dele no outro lado da linha. – Como você está?

- Tudo bem Jake. Com saudades na verdade. – eu gostava de falar isso para ele.

Por que eu realmente sentia a falta dele.

- Eu também, você não imagina. Mas eu liguei primeiro para saber uma coisa. O que aconteceu naquele dia que você me ligou? Desculpe-me, mas estava em uma reunião importantíssima com o dono de um dos condomínios mais elegantes que está sendo construído na Itália, no qual estamos fazendo o projeto. Você sabe que eu nunca deixaria de ouvir a sua linda e melodiosa voz para poder ficar explicando para um velho toda a estrutura de uma obra, não é mesmo? – completou rindo.


- Ahhh... – suspirei. Nem me lembrava mais. – Tudo bem Jake. Eu consegui resolver. – completei. – E toma cuidado com essa sua língua. Já pensou se alguém te ouve falando assim do todo poderoso aí? – tentei desconversar.

- O que era? – ele insistiu. – Eu ainda posso ajudá-la?

- Eu torci o tornozelo, mas já está OK. Eu não conseguia dirigir na verdade. – respondi pacientemente.

- E como você voltou pra casa? – ele perguntou com a voz alta e preocupada. – Eu não posso deixá-la por um dia que você já arruma encrencas, não é mesmo?

- Qual é Jake! – reclamei. – Eu sei me cuidar. Eu não sou mais criança. Acontece o tempo todo, principalmente comigo, você sabe.

- Sim, eu sei... – ele respondeu rindo. – Só que eu sou super protetor, esqueceu? Eu ainda não consigo entender como você dança tão bem, sendo tão desequilibrada, mi bailarina. Acho que a dança te ajuda a manter o equilíbrio. Pelo menos quando você está dançando, não está tropeçando nos próprios pés.

- Ligou pra ficar zuando foi?  - respondi rindo.

- Não, não. Parei. Apenas tenho boas lembranças... – e abafou um riso. – Mas, como você foi pra casa? – ele perguntou.

A voz me falhou, por que eu conseguia lembrar perfeitamente tudo que tinha acontecido e como a educação de Edward desencadeou em ações um pouco... descontroladas da minha parte.

- Ahãã... Um aluno me ajudou. – respondi. – Já está melhor. Ontem eu ainda sentia umas pontadinhas, mas eu cuidei, coloquei gelo e tomei remédio. É normal. Hoje já estou 100%.

- Que ótimo. Então... meu convite para sair ainda está de pé? – ele perguntou enigmático.

- Hãm... Está? – respondi com outra pergunta, rindo em seguida.

- Eu espero que sim, por que o dono do condomínio que eu te falei... Aproveitou a passagem por aqui para comemorar todo o sucesso. Ficou muito empolgado com o... clima caliente de Cuba... E adivinha? – ele perguntou, tentando fazer suspense e rindo ao mesmo tempo.

- Festa VIP de sábado. – respondi.

- Exatamente. – ele confirmou feliz. – Junto com um jantar...

- Eu prometi que iria a festa com você... não tinha jantar no pacote... – comentei rindo baixinho.

- Aí que você se engana Sra. Martinez. Eu falei que iríamos a um restaurante juntos, poderíamos sair depois e ir a algum lugar para me exibir com você. Já se esqueceu?

- Eu não acredito que falei isso justamente para você, Jake. – tentei fazer a minha melhor voz de desconsolo. – Agora... Eu serei obrigada a ter você me exibindo por aí... E o pior: terei que me exibir com você. Consegue sentir como isso é difícil para mim?

- Oh, eu imagino que seja. Estar perto de mim, que sou caloroso, gato e conhecido. Você não percebe que nos dois somos uma parceria perfeita?

- Você coloca como se fossemos um pacote de casal perfeitos Jake! – completei rindo.

- Nos somos bons juntos, você sabe... – ele começou.

- Ei... Nem começa. – cortei-o rindo. – Eu já conheço essa história e toda a sua teoria.

- Vai me dizer que você não concorda comigo que somos perfeitos juntos?

- Em partes Jake. Somos perfeitos um para o outro em algumas coisas. – falei concordando.

- Poderíamos ser em tudo...

- Já falei que você é muito descarado? Como você fica galanteando a sua própria prima dessa maneira e ainda por telefone? – questionei.

Ele riu. Era assim o meu Jake, o meu primo querido, amigo inseparável, irmão lindo, homem perfeito. Estar com Jake era fácil. Ele tinha uma áurea alegre ao seu redor. Era engraçado, divertido, carinhoso, protetor. Seu sorriso lindo brilhava no seu rosto e até mesmo a pessoa mais triste, ia dar um sorriso ao ver toda a sua energia.

- Já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso de você... Mas eu realmente não me importo.

- Eu sei que não. Mas me fale mais sobre essa festa que eu serei obrigada a ir com você.

- Então, vamos jantar antes, tudo bem? – ele perguntou. – Por que de qualquer maneira, o jantar faz parte do pacote.

- Certo. – concordei revirando os olhos com um sorriso.

- Então, você quer que passe na sua casa? Você consegue dirigir já? – perguntou.

- Sim, sim, não se preocupe.

- Certo... Mas se eu pedisse para buscá-la? Você se oporia?

- Claro que não! Já que você faz tanta questão... Estarei te esperando às 20hs.

- Obrigada mi bailarina. – ele concordou.

- Só por curiosidade, onde vamos jantar?

- No El Palenque. – ele respondeu orgulhoso e eu entendia o motivo. Era o restaurante mais badalado de Havana e conseguir reservas era... Um pouco difícil, já que o lugar vivia cheio de gente. – Surpresa?

- Um pouco, já que você estará me levando ao restaurante mais badalado de Havana. Eu fico me perguntando como você está conseguindo tudo isso Jake...

- Aaahhh... contatos Bella.

- Certo. E depois? A festa?

- Na festa vai ter muitas pessoas que virão da Itália só para essa festa e de vários outros lugares onde se tem essa rede de condomínios. Ou seja, vai ser bem agitada. – ele completou com um risinho safado. - Vai ser no Havana Yacht Club.

- Só pessoas importantes? – perguntei receosa.

- Yeah!

- Mas... Jake Eu não sou nenhuma dessas pessoas importantes aí! – comentei.
- Larga de bobagem! – ele reclamou. - Eu fui convidado mi Isabella e tenho o direito de levar uma pessoa. Para eles você pode não ser importante, mas para mim, com certeza é. E depois que te conhecerem... Aaahhh... Vão dar o mérito de importância para ti fácil, fácil.– ele falou galanteador. Corei. – Corada, Bella? – ele perguntou, divertido. Ri sem graça. - Eu me esqueci de acrescentar uma coisa: não aceito não como resposta. É só uma festa! Jantamos então vamos lá. Eu tenho certeza que você vai se divertir muito.
- Por quê? – inquiri desconfiada. - O que você está aprontado, Jacob?
- Eu? – ele perguntou com voz de inocente. – Nada! É só que o dono da festa é um tanto quanto engraçado e... excêntrico. Eu tenho certeza que você vai gostar.
- Ei, espera! – quase gritei.
- O quê? – ele perguntou.
- Como eu devo me vestir para essa festa, Jake? – perguntei, corando.
- HÁ HÁ HÁ. – ele gargalhou alto. – Como você quiser!
- Como assim? A festa não vai ser de pessoas importantes? Deve ser social, não é mesmo? – perguntei confusa.
- Mi Isabella, eu confio em você, sei que não me decepcionarei. Mas para te deixar mais tranqüila, eu duvido muito que essa festa seja social. – riu.
- Você está me escondendo algo?
- Não, você apenas descobrirá quando chegar até lá do que eu estou falando.
- Tudo bem. Não me apronte, viu? Até mais tarde. Eu te amo Jake.
- Ótimo! – ele exclamou feliz. – Te amo mi bailarina.
- Eu sei que sim. – e desliguei.
Terminei de almoçar e uma hora depois recomecei a dar as minhas aulas. O dia passou tranquilamente. Quando o final da tarde chegou, eu me despedi das meninas que ficavam no saguão do Ateliê e pedi para que a recepcionista avisasse para Alice e Rose que eu já tinha ido embora, caso perguntassem.


POV EDWARD

Talvez já esteja na hora de eu tirar meu atestado de idiota, pensei ainda fulo da vida. E mesmo depois de dias, a irritação continuava ali. Porque eu pus tudo a perder novamente por não conseguir controlar as minhas mãos! E eu ainda cheguei a pensar que o estrago talvez não fosse tão grande assim quando Bella quis conversar comigo no dia seguinte. O seu visível desconforto me deu a esperança de que ela poderia não estar tão chateada comigo no fim das contas, mas isso não durou muito até ela finalmente falar o que queria.

Ela praticamente assumiu que estava me provocando, não que eu não tenha reparado nisso. Eu ainda lembro com clareza de tudo. O brilho no olhar que ela mantinha a cada movimento, o sorriso satisfeito que se expandia por seu rosto a cada vez que ela reparava no meu estado. Que não era lá dos melhores. E não era nada discreto também. Mas no momento em questão, eu não tinha conseguido dar a mínima para aquilo.
   
Para cada vez em que ela movia os quadris, era mais uma centelha do meu controle que ia embora. Aquela roupa já não ajudava tanto na questão, era como se ainda pudesse sentir o efeito que teve sobre mim quando eu cheguei à sala e a vi vestida daquela maneira. É claro que eu sabia que seria uma roupa como esta, mas ver era algo completamente diferente. Porque o corpo dela era muito mais do que imaginei, ou até mesmo sonhei. E essa joça também não ajudava nada a me controlar. Mas estava dando pra suportar a... Visão.

Mas ela, como se já soubesse, tinha que dificultar tudo passando para o contato físico. Ela tinha que me chamar e tinha que me provocar mais ainda. E tinha que encostar o corpo no meu, e... Ela tinha que fazer a porra daqueles movimentos logo na minha ereção! Nem se eu quisesse, o que sinceramente eu não queria, conseguiria controlar toda a necessidade de sei lá quantas semanas sem sexo. Porque ela era gostosa demais para o meu maldito controle.
    
E eu tinha de encostar nela, porque eu queria ela mais perto de mim. O mais perto quanto possível, de preferência impossivelmente mais perto. Não que eu fosse agarrá-la e pressioná-la em uma das paredes até ela finalmente perceber que ela não devia brincar desse jeito comigo. Embora eu tenha perdido a conta do quanto minha calça ficava mais apertada a cada vez eu cogitava a possibilidade, lembrei. E apesar de eu estar incomodado pelo limitado contato, era bom. Eu estava perto dela e eu podia sentir seu cheiro. O qual era unicamente Bella. Mas como já afirmei antes, ela gosta de dificultar as coisas para mim. E então ela tinha que se afastar, e quando meu cérebro captou a informação, meu corpo agiu sozinho, fazendo-me puxá-la de volta. Pelo quadril. Justamente a parte do seu corpo que não vem me dando sossego. Por que eu precisava dela perto de mim, impossivelmente perto e não era aquilo que ela estava fazendo! E ela ficou surpresa, claro. Mas tinha algo em seu olhar, ou talvez fosse uma alucinação minha, mas algo que me fez continuar. E eu o fiz.

E aí se sucedeu a parte em que eu descobrira que era mesmo alucinação. Porque como nenhuma novidade, ela se afastou. E me xinguei mentalmente inúmeras vezes enquanto tentava me desculpar. O que não surtiu efeito nenhum. Se eu tivesse ficado calado teria surtido o mesmo resultado, pensei amargamente. E no dia seguinte, eu tentei mais uma vez me retratar, o que não pude por que suas palavras foram claras: “Hoje eu vou falar, e você vai ficar calado.” E foi isso que eu fiz, fiquei calado. Covarde – Xinguei-me para não perder o costume. E ela subentendidamente se desculpou pelo seu comportamento, que antecedeu ao meu. Até aí tudo bem. Mas ela tinha, ela tinha que completar! “Nosso relacionamento deve ser estritamente profissional. E deve se limitar ao ateliê.”

Pressionei as teclas do notebook com mais força do que o necessário já não suportando mais toda essa situação. Até trabalhar nas minhas férias tinha me proposto a fazer, só mais uma inútil e falha tentativa de tirar a Bella e seu tão tentador quadril da minha maldita cabeça. E por que diabos eu parecia um ainda mais viciado em sexo do que o normal? Sexo fazia bem para saúde, era bom. Mas daí eu passar 24 horas dos últimos dias pensando em como seria a Bella na cama já era um tanto exagerado. Eu tentava ler qualquer joça que estava escrita em um dos e-mails que Tânia tinha me mandado, mas eu sinceramente já estava perdendo minha capacidade visual. Será que não teria um remédio para isso? Ou um prazo de validade talvez? Passei as mãos pelo rosto a fim de espantar os pensamentos. Preciso me concentrar em outra coisa ou vou enlouquecer.

- O que faz com esse notebook aí, Edward?

Sobressaltei-me no sofá ao escutar uma voz que surgiu do nada, e para minha não-surpresa já que aparentemente não tinha mais privacidade, Emmet já se acomodava na poltrona a frente do sofá onde eu estava com um cartão do meu quarto na mão.

- Onde conseguiu isso? – perguntei ciente de que eu não o tinha privilegiado com tamanha liberdade a ponto de liberar sua entrada aqui quando bem entender.

- Tenho meus contatos... – deu o sorriso convencido de canto de boca que eu sinceramente detesto. Bufei e voltei apoiar os pés na mesa à minha frente voltando a atenção – Que eu não tinha – ao notebook novamente. Quem sabe com o leso aqui, eu conseguiria não pensar em certas coisas. Desde que ele fique calado... – E então, está fazendo o quê com isso aí? – Claro que ele não o faria.

- Esperando o primeiro idiota aparecer e me perguntar isso... – murmurei sem nem o encarar. – O que quer?

- Ah, eu estava de bobeira lá no quarto e imaginei que estivesse também.. – e veio aqui encher a porra do meu saco. – Como está a Bella? – e foi exatamente nesse momento que eu desejei que ele não tivesse vindo aqui.

Não para tocar nesse assunto. Fingi que não tinha me afetado.

- Está ótima. – menti.

E eu lá sabia como ela estava! Nem chegar perto dela eu estava conseguindo, não como eu queria ao menos. É claro que a culpa não era de ninguém menos do que eu mesmo.

- E como está o andamento da aposta, Edward? – pressionou curioso me encarando significativamente em busca de mais detalhes.

Os detalhes que eu não queria dar.

- Andando... – respondi desinteressado.

Ele suspirou e eu tinha certeza de que ele começaria a falar, e tanto eu como ele sabíamos o quanto ele gostava dessa atividade em particular. Lamentei-me antecipadamente.

- O que você está fazendo de errado? – perguntou com outro suspiro.

- Não estou fazendo porra nenhuma de errado! – me irritei já deixando o notebook sem nenhuma utilidade de lado. – Por que sempre eu tenho que ser o errado? Estou fazendo tudo como você me disse, cacete! Não adianta de droga nenhuma!

- Porque tem algo errado... – concluiu se achando o dono da verdade e pouco ligando para o visível aumento no volume da minha voz. – Fala logo o que diabos você fez de errado... – eu bufei.

E como ele podia saber disso? Que inferno!

- Há alguns dias eu... Perdi um pouco o controle. – admiti olhando para qualquer lugar menos para os olhos acusadores de Emmet.

- Um pouco? – desdenhou. – O que fez? – questionou impaciente.

- Não fica me julgando, falou? – reclamei. Até parece que ninguém erra na vida. – Quando eu me inscrevi pras aulas, eu me pus a fazer todas as que a Bella ensinava. E uma delas era Dança do Ventre.. – ele reprimiu um riso descarado. – Se você rir, eu paro agora! – ameacei. – Eu não vesti nenhuma sainha e fui rebolar os quadris por aí, pode esquecer... – cortei o barato dele. – Pelo contrário, Bella dançou para mim. – dei ênfase um pouco orgulho disso. Ou talvez muito. – E ela estava me provocando. Ela admitiu isso, em outras palavras... – lembrei de seu quase pedido de desculpas. – E eu... Tentei... Beijá-la. – completei agora olhando para ele, que balançou a cabeça.

- O que eu falei com você sobre paciência?

- MAIS? – exclamei irritado. – O que eu tenho tido é paciência. Quando ela me dá um fora, quando ela me afasta, quando ela me ignora.. Se eu tiver mais paciência, ela entra como meu segundo nome, inferno! Você acha que é fácil, Emmet? Ela não cede, está entendendo? Não há mais nada que eu possa fazer...

Ele balançou a cabeça reprovando, o que me irritou mais.

- Se tivesse paciência não estaria reclamando aí agora.. A única coisa que sabe fazer é dizer que não há o que fazer. “A Bella é tão dura comigo, A Bella me trata tão mal...” – imitou minha voz sarcasticamente. – Fazer com má vontade não adianta, e agir por impulso também não. – bufei. Para ele era fácil falar. – Se é tão difícil, desiste disso então oras...

- Claro que não! – respondi automaticamente.

- E por que não? – arqueou a sobrancelha.

Franzi o cenho não entendo o porquê não também. Soou uma possibilidade tão improvável que eu respondi sem pestanejar. Mas improvável por quê?

Ele deu uma risadinha que eu não entendi. – Você não consegue nem se controlar!

- Não foi assim! – exclamei. – Foi... Diferente. Meu cérebro não estava no comando no momento, entendeu? Quando vi, já tinha feito... Mas ela se afastou... – murmurei ressentido.

- Assim não vai dar.. – continuou julgando. – Você está atropelando tudo por que se acha o fodão e que vai conseguir o ouro em tempo recorde. Eu enumerei as fases para quê, hein? Para você segui-las! A Bella não é qualquer uma, cara.

- E o que diabos você sabe sobre isso? Eu sei que ela não é qualquer uma. Por acaso mencionei que ela é qualquer uma, porra?

- Que irritação toda é essa? Relaxa.. Não vai conseguir nada assim. – bufei. – Seja sincero com ela. Você precisa querer ser paciente. Senão soa falso. Você precisa entender a importância de cada fase para praticá-las. Não é só chegar, fazer e dizer “Fiz certo, ela que é difícil!” É claro que ela vai ser difícil. Você por acaso ficaria com você mesmo se fosse mulher? – era uma pergunta retórica, embora eu tinha consciência de que responderia não. – Você melhorou bastante.. Está menos orgulhoso, menos auto-confiante e tudo mais... Mas agir por impulso só a faz pensar que você não mudou nada, entendeu? Um deslize é muito. Você só tem uma chance, cara. – cruzei os braços me recusando a aceitar que eu estava estragando tudo pela segunda vez. – Não conseguiu se aproximar nenhum pouco dela?

- Consegui. Mas eu já estraguei tudo, não adianta mais... – respondi me sentindo um merda.

- Nunca pensei que diria isso, mas... Edward, seja mais otimista! Cadê todo seu egocentrismo É... Sua estrela faz milagres. – lancei-lhe um olhar confuso. Como ele sabia desse apelido se eu nunca falei isso pra ninguém? – Você fica murmurando aí “Minha estrela” e não percebe... – e deu um sorriso, que agora eu entendi.

E tive que rir da ingenuidade de Emmet.

- Não viaja, faz favor. Ela é só... – pausei tentando justificar o que ela era para mim de modo de que ele desconsideraria a idéia ridícula que está cogitando. – Minha estrela. – eu não pensei em outra definição. – Não é nada demais.

- Precisa da ênfase no “minha”? – sorriu novamente, e eu balancei a cabeça. Porque eu não tinha feito aquilo. Ridículo. – Se não começar a seguir o que eu digo, não vai conseguir nem fantasiar com ela... Sua estrela não é tão sua assim.. Eu não sei se você já parou para notar...

- Do que está falando? A Bella não tem ninguém!

- Ainda caro amigo. Porque se você não fizer, tem quem faça. Pode acreditar.

- E eu acho melhor você calar essa sua boca por que isso não vai acontecer! – reclamei. – Eu vou fazer certo dessa vez! Eu vou prestar atenção. – ele balançou a cabeça ainda com o risinho. – A Bella tem alguém? – questionei me sentindo muito incomodado com a idéia.

Obviamente porque isso dificultaria mais as coisas.

- Hum.. Que eu saiba não. Mas eu não sei tudo.. – provocou. E eu apenas lancei-lhe um olhar mortal porque ele não estava ajudando na tarefa de controlar a raiva. E ele estava enganado, porque a minha estrela era minha sim. E eu garantiria isso. – Bem, mas mudando de assunto. Não esqueceu a festa de hoje não, né?

- Esqueci. – respondi indiferente.

E eu lá estou com humor para festas? Será que está parecendo que sim, inferno? 

- Ah nem enrola. Tive um trabalhão para conseguir os convites e você vem com esse papinho aí? Você vai nem que eu te arraste. 

Olhei para ele, que parecia realmente estar falando sério. Então pensei na desculpa que com certeza ele não teria como combater.

- Não fiz curso para castiçal, mas valeu por me oferecer o serviço.

- Humpf. – resmungou. – Eu até libero para você se arranjar por lá pô, desde que seja discreto e não deixe as meninas verem.

- Não quero, obrigado. – recusei de imediato.

- Mas... Hein?!

- Eu disse que “Não quero, obrigado”. – repeti.

Por que ele não metia o pé e me deixava sozinho?

- Já reparou que quando não está no ateliê só fica trancado nesse hotel? O que diabos está havendo com você? – questionou. Eu suspirei já cansado desse assunto. – Se não estiver pronto quando eu passar aqui daqui a pouco, eu mesmo te obrigo a se arrumar. E acho bom não me contrariar por que eu sou maior que você. – decretou desaparecendo da sala e voltando ao seu respectivo quarto.

Quem o enganou achando que eu tenho medo dele? Peguei o controle ligando a TV em um canal qualquer que passava, acomodando-me no sofá.


***

 - É melhor você nem pensar em colocar essas suas patas em cima de mim. – ameacei de saco cheio da tentativa de Emmet.

- Eu te avisei. Se você não entrar no maldito banheiro, é isso que vou fazer! – tentou se aproximar. – Mexa-se, droga! Eu não vou sair daqui enquanto não levantar o traseiro desse sofá e ir se arrumar. – cruzou os braços.

E eu sabia que ele não sairia mesmo. Inferno de vida!

- Não vou demorar lá, me ouviu?

- Vai logo!


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