Heello! Queria avisar que eu, Rapha, estou postando os capítulos todos, mas que não se preocupem que a Gabi pode passar por aqui a qualquer momento, tá? É que ela está revisando os capítulos, então sempre que ela me manda, eu já corro aqui pra postar pra vocês! :)

Nesse capítulo, as coisas vão começar realmente a andar, já que não terá muito flashback da infância deles e taratãm! Eles se conhecem! Espero que vocês desfrutem desse novo romance e das confusões desses dois. Aqui, vamos intercalar o ponto de vista dos dois no mesmo momento, para que vocês possam sentir e perceber como foi a emoção em ambos os lados. hahaha Desfrutem, então, de 19 páginas!

Com carinho, Rapha & Gabi.

CAPÍTULO 2
“La pasión nunca se va con la lógica o racionalidad. La pasión es uma prisión en el paraíso.”


POV EDWARD

Havia acabado de por os pés no aeroporto de Havana, capital de Cuba. Imediatamente consegui reconhecer que não estava mais em meu país. As pessoas eram diferentes, mais alegres e cheias de vida, estavam sempre acompanhadas de alguém e transpassavam uma serenidade que nunca tinha visto.

Acho que Emm estava certo quanto a eu gostar de Cuba. Cinco minutos aqui já bastaram para eu me encantar com o país e ainda nem tinha visto o lado de fora. Falando nisso, onde é que Emmet e Jasper se enfiaram? Olhei para o lado direito e não os vi. Olhei para o esquerdo e também não. Ótimo! Eles me esqueceram aqui.

- Edward, aqui!

Escutei uma voz ao longe, vinda de um lugar atrás de mim. Virei em direção à voz e vi Emmet e Jasper já do lado de fora parados ao lado de um táxi.

Fui em direção a eles rapidamente, devido ao fato de carregar só duas malas, enquanto Emmet carregava quatro. Que homem que precisa carregar 4 malas? Nós, homens, precisávamos apenas do básico. Assim que atravessei a porta que me separava da verdadeira Cuba, fui surpreendido pelo calor intenso que fazia. Foi como entrar em um forno super potente.

- Estava apreciando a vista do aeroporto? – Emm reclamou impaciente.

Ignorei-o e joguei as malas no porta-malas do carro. Quando abaixei o capô, Emmet e Jasper já estavam dentro do carro. Entrei no lado do carona, já que ambos haviam se apossado do banco de trás, vendo o motorista me olhar torto pela demora.

- Que foi?! Estou pagando, não estou? – falei e ele voltou sua atenção a frente, partindo com o carro.

Enquanto fazíamos o caminho para o hotel onde ficaríamos, eu olhava através da janela observando a cidade. O motorista estava dirigindo o carro bem devagar, com certeza para ganhar mais, e assim dava para conhecer bem o lugar. Os cubanos andavam com roupas bem folgadas, provavelmente por causa do calor. A cidade era bem animada, em muitos lugares se observava sempre um grupo de amigos e uma música animada tocando. Pareciam estar querendo se exibir dançando daquela forma, mas já havia lido que a música é uma característica marcante deste país.

Quando chegamos ao hotel, logo seguimos até o restaurante, pois era a hora do almoço e depois daquelas exaustivas horas no avião, só um prato de comida me faria feliz naquele momento. Talvez dois ou... três.

Os bagageiros se encarregaram de nossas malas e agradeci mentalmente por Emmet ter nos hospedado num hotel cinco estrelas. Geralmente, ele não faz nada certo por que nunca se lembra de nada. Quando chegamos, ainda havia muitas mesas vagas por sorte. Acomodamo-nos e fizemos nossos pedidos.

- E então? – Emmet comentou simplesmente.

Eu sabia por que ele estava perguntando aquilo. Eu tinha duvidado de que realmente poderia me divertir aqui.

- Até que está apropriado. – eu não iria dar o braço a torcer. – O que me surpreendeu mesmo foi você ter feito tudo certo desta vez.

- Pois se prepare, meu caro. Já temos um cronograma para a semana. – ele retirou um pedaço de papel amassado do bolso e me entregou. Desconfiado, segurei o papel, mas este estava tão amassado que tinha se tornado ilegível. Estendi o papel de volta a ele, que quando tentou ler, também não conseguiu. – Bem, isso não é importante. – O guardou novamente no bolso. - Hoje começaremos por Cabaret Tropicana. Está inaugurando hoje e com certeza vai bombar!


- E o que te faz acreditar que seguirei tudo o que disser? – Jasper leu os meus pensamentos e questionou.

- Estou sentindo uma energia muito negativa vindo de vocês dois. – ele fez movimentos circulares com as mãos na frente de Jasper e eu, indicando a nossa “aura obscura”. – Afirmo que apreciarão os locais que os resignei.

Quando foi que Emmet aprendeu a falar difícil?

Diante a minha expressão confusa, ele explicou com um sorriso orgulhoso, apontando para o próprio peito. - Gostou, não é? Descobri que as gatas se amarram em caras cultos. Então, aqui está ele!

- Onde? – Jasper olhou por cima do ombro de Emm. 

 Continuou olhando de um lado para o outro, procurando e até empurrou a cabeça de Emmet para baixo em busca de uma visão do tal cara. Ri.

- Muito engraçado, Jasper. – o Sr. Cultura se queixou passando a mão na cabeça, tentando ajeitar o cabelo inexistente.

Ao terminarmos de almoçar, subimos até as nossas respectivas suítes. Até que era bem confortável. Mas aquele bege por todo o lado, como geralmente são as paredes de um hotel por ser uma cor neutra, já estava me dando nos nervos. Estava acostumado com meu apartamento. Não viajava muito, não precisava tanto disso na minha profissão e raramente tirava férias. Apenas em casos específicos.

Eram duas horas da tarde e pensei em desfazer as malas. Como estava trocando as pernas, resolvi deixar aquilo para depois, e fui tomar um banho. Ao sair, vesti apenas uma calça e coloquei o porta-retrato com a foto de Cida no criado-mudo ao lado da cama. Com certeza, ela era a única pessoa que merecia tal privilégio. Fui em direção a sala da suíte e comecei a procurar o controle da TV por todos os lados. Olhei em baixos das almofadas, atrás da estante em que ficava a TV e até em baixo do sofá e das poltronas que havia ali. Como as camareiras haviam se esquecido de colocar o controle à vista? Que tipo de eficiência era aquela?
Desisti de procurar e caí sentado no sofá. Fiquei olhando para todos os lados da suíte, igual uma criança entediada depois de ter usado todos os brinquedos que possuía pra se entreter. Foi quando fitei a televisão e entendi o porquê de não ter achado o controle. Era uma TV Touch Screen. Fui até ela e iniciei uma batalha para encontrar um canal em que passasse algo americano. Achei um jogo de futebol e deixei ali, programando-a pra desligar em vinte minutos. Provavelmente, dormiria em cinco. Voltei pro sofá e em menos de três minutos já estava no trigésimo sono.


POV ISABELLA
Assim que terminei o banho, me enrolei no meu roupão e fui atrás de uma roupa para vestir. Abri meu closet e comecei a fuçar ali. Nada. Fui tirando tudo e jogando pela cama. Calça: não. No calor que está fazendo? Talvez uma saia. Tinha várias, mas nenhuma me fez sentir bem. Blusas, camisetas, botas... Aaahhh! Não é nada disso que eu quero vestir hoje.  

Voltei a ficar sem roupa nenhuma. Tinha vários vestidos ali. Talvez fosse a melhor opção. Decidi por um vermelho, tomara que caia, com uma faixa preta que amarrava abaixo do busto. Simples e elegante. Calcei as sandálias de salto finíssimo da mesma cor e parti para a maquiagem. Sempre gostei muito de destacar meus olhos e foi para eles que eu dei maior atenção.

Passei um batom num tom vermelho claro apenas para dar uma cor aos meus lábios, passando um gloss por cima. Agora era a luta: o que eu faria com o meu cabelo? Tirei os hashis deles, que caíram balançando sobre os meus ombros. Passei a escova lentamente e percebi que eu gostava de como eles estavam. Terminei de penteá-los e ajeitei a franja. Terminei bem na hora que ouvi a campainha tocar. Alice com certeza.

Como eu sabia? Por que ninguém que eu conheça, além dela, ficava com o dedo insistentemente na campainha até que eu abrisse. Fui correndo parar logo o barulho irritante.

- Alice, ainda são 20h30min. Nós marcamos ás 21hs. – falei, assim que abri a porta. Lá estava ela, com um sorriso estampando no rosto fino.

- Você acha que eu confio em você? – ela falou com um sorriso. – A propósito, para quem não queria sair, você se arrumou muito bem! Está linda!

- Obrigada. – agradeci sarcasticamente e fechei a porta assim que ela entrou. Fui em direção a cozinha e coloquei duas taças no balcão e enchi com vinho. – Então, qual a boate que vamos dessa vez? – falei entregando uma para Alice e levando a outra a boca.

- Cabaret Tropicana. Está inaugurando hoje e com certeza deve lotar de gente bonita. Combinei com Rose de ela passar aqui para nos pegar.

Quando ela conclui a frase, a campainha tocou novamente.

- É ela. – Alice falou, terminando de beber o conteúdo do copo e indo abrir a porta.

 - Ela já está pronta? – Rose entrou já perguntando, chamando completamente a atenção em um vestido preto, decotado, que era aberto até a sua cintura na parte de trás. Fora que tinha brilhos e mais brilhos por toda a parte. Em mim, o vestido ficaria tenebroso, mas em Rose tudo ficava lindo. – Ahh, aí está você! Já bebendo? – ela perguntou, tomando a taça das minhas mãos.

- Como você consegue? – comecei.

- Consegue o que? – ela perguntou.

- Rose, esse vestido é extremamente chamativo e mesmo assim você fica divina dentro dele! – exclamei.

- Não sou só eu que estou bonita aqui hoje. – ela falou. – Vamos ver quem se ajeita primeiro essa noite? – e começou a rir.

- Acho que está na hora de irmos. – Alice falou.

Tranquei meu apartamento e entrei no carro de Rosalie com o pensamento: “Eu posso tentar fazer com que essa noite seja boa.

POV EDWARD

- Mas onde foi que aquele energúmeno se meteu? – reclamou Jasper pela décima vez em três minutos, enquanto novamente consultava o relógio de pulso.

Estávamos a uns bons vinte minutos no saguão do hotel esperando Emmet, que estava mais do que atrasado. Ele mesmo havia deixado claro o horário em que sairíamos daqui para ir a tal boate. E agora... Onde estava?

- Se eu tivesse bola de cristal, não trabalharia como advogado. – respondi já farto de ver Jasper andando de um lado pro outro.

Ele me lançou um olhar irritado. Eu estava certo com o pensamento de que ele não ido muito com a minha cara. Quem se importa?

Depois de mais uns cinco minutos de espera, vejo Emmet saindo do elevador trajando um terno elegante e com um ar de “Sou o melhor”. Assim que chegou perto de nós, encarei-o de cima abaixo esperando uma explicação pela roupa exagerada.

- Ah, foi mal pela demora. Não estava conseguindo dar o nó nessa bendita gravata! – ele tentava ajeitar a gravata que estava posta totalmente errada.

- Seu leso... Por que está usando terno? – questionou o estressadinho.

- Vi que no site da boate estava escrito “Trajar roupa elegante”. Então...  – explicou, muito certo do que dizia.

- Emmet, acredito que saiba que a roupa elegante cubana é diferente de roupa elegante americana. – alertei. – Acho que o terno é um pouco... Demais.

- Que nada! Estou gatão! – sorriu convencido. – Vamos logo! As cubanas estão me esperando! 

E saiu correndo igual uma criança até alcançar a entrada do hotel. Só espero que essa besta não me faça passar vergonha. Se bem que, isso é pedir demais daquele guri gigante! 

(...)


- Isso não é bom. – Emmet olhava ao redor da boate perplexo ao ver que as pessoas usavam roupas indiscutivelmente diferentes das dele. – E agora, o que vamos fazer?

- “Vamos”? – repeti. – Não, você vai. Eu avisei, você quis vir assim. – dei de ombros.

Afastei-me dele indo em direção ao bar, reparando que Jasper já havia sumido. Do jeito que ele é, é bem capaz de se perder aqui dentro. Bem, isso não altera nada à minha vida mesmo. Senti uma mão no meu braço me puxando para trás.

- Edward, você não vai me deixar sozinho nessa, né? – perguntou o “cara culto” desesperado. – Você vai me ajudar, não vai?

- Wow. Pode me soltando. Tenho alergia a mãos masculinas, ficou maluco, foi? – soltei meu braço daquela pata que a besta usava para pegar objetos. – E não. Não vou te ajudar. Você que se vire!

- Edward, qual é! – insistiu tentando novamente segurar meu braço quando me afastei pela segunda vez.

- Qual o teu problema, hein? Já falei que não gosto de homem encostando em mim, porra! – desviei o braço. – Tudo eu! Tudo eu! – ele me lançou um olhar esperançoso. – Vamos lá no banheiro!

- Valeu, mano. – ele esticou os braços em minha direção tentando me abraçar.

- Olha só, encosta em mim de novo e eu...

- Tá, já entendi! – ele se afastou.


POV ISABELLA

Quando chegamos à boate, tinha vários carros estacionados e a música alta já dava para ser ouvida de fora. Rose estacionou o carro e caminhamos juntas em direção a entrada. Percebi que vários homens seguiram nossos passos com o olhar. E não eram só eles! As mulheres também. E algumas com aquele olhar de inveja. Ri internamente.

Passamos pelos seguranças, que encaravam fortemente Rose (e um deles inclusive me passou o cartão com o número do celular) e entramos. O lugar era enorme e as luzes brilhavam de todas as partes. Em um canto tinha um bar enorme onde tinha vários barmen sem camisa, apenas com uma gravata borboleta, servindo drinks.

Já nos animamos, fomos nos bar e pedimos três doses de Martini, partindo para a pista de dança em seguida. Apesar de sermos excelentes dançarinas, começamos devagar, sem chamar muito a atenção. Meu corpo balançava ao som da musica americana e já agradecia internamente o fato de ter aceitado vir à boate. Levei o copo à boca e uma gota da bebida escorreu pelo meu queixo. Um homem moreno, com os cabelos na altura dos ombros, lisos, se aproximou de mim. Eu sorri.

- Posso dançar com você? – ele perguntou.

A voz era alta, forte e ele falou bem perto do meu ouvido. As meninas se afastaram, rindo. Eu sabia que elas ficavam felizes quando eu era tão amistosa assim com um homem, por que fazia muito tempo que eu não me envolvia com ninguém.

- Claro! – respondi.

Ele começou a dançar na minha frente e fomos conversando, nos conhecendo aos poucos. Ele fazia questão de encostar seus lábios na minha orelha toda vez que respondia a uma pergunta minha. Sempre que ele fazia isso, meu rosto ficava no vão do seu pescoço e eu conseguia sentir o cheiro do seu perfume.

- Seu nome? – perguntei.

- Juán. – respondeu. - O seu?

- Isabella.

- Faz muito jus ao nome, Isabella. – ela falou, enfatizando o meu nome.

Quando a musica acabou, começou uma caribenha bem gostosa de dançar. Ele me puxou forte e rapidamente para perto do seu corpo e eu completamente surpresa, sorri. O sorriso dele era sedutor. Ele começou a me guiar, e eu me deixei levar, com se não soubesse cada passo que ele fosse fazer.

- Você dança muito bem. – ele comentou depois de um giro.

- Muito obrigada. – agradeci sorrindo. – Você também. Só que é tão previsível... – essa ultima parte eu murmurei apenas para mim.

Essa dança foi a melhor. Ele grudou seu corpo no meu de todas as maneiras que lhe era possível e eu conseguia sentir o peito másculo através da blusa, com os braços fortes, os ombros largos nas quais eu passei minhas mãos várias vezes, os cabelos lisos que caiam pelo seu rosto alegre e que tinha as minhas mãos enterradas nesse exato momento. Ele também passou a mão pela lateral do meu corpo. Nada vulgar e me respeitando. Tudo fazia parte da dança. Segurou firmemente minha nuca enquanto nossos quadris faziam o mesmo movimento. Seu olhar sedutor me fazia ficar hipnotizada.

- O seu corpo segue o ritmo da música e isso é impressionante. – ele comentou quando os últimos acordes da musica estavam chegando. Ele me girou e eu joguei meu corpo para trás caindo nos seus braços.

- Deve ser por que eu sou dançarina profissional. – respondi com um sorriso e então levantei. Todos estavam aplaudindo.

- Você é dançarina? – perguntou surpreso.

- Sim. Tenho um Ateliê de dança aqui em Cuba. – comentei, orgulhosa por dentro.

- E eu pensando que estava te ensinando alguma coisa! – exclamou. – Você não foi justa! Eu nem sei dançar! – ele completou, fingindo indignação.

- Não se preocupa. – falei entre risos. – Você é muito bom. Mas como uma boa dançarina, seus passos são previsíveis. Mas você tem crédito comigo por não ter pisado no meu pé.

Nós dois rimos. Lembrei então de Rosalie e Alice. Onde elas duas se meteram?
- Me dá licença um instante, Juán? – pedi. Ele segurava a minha mão. – Tenho que encontrar minhas amigas.

- Claro, claro. Posso te esperar aqui? – ele perguntou, com um quê de súplica.

- Sim. – respondi entre risos. – Voltarei aqui.

Ele soltou a minha mão lentamente e eu saí, caminhando entre as pessoas procurando por Alice e Rosalie. Elas não estavam dançando em nenhum lugar próximo do meu campo de visão. Procurei nos bares e nada. Decidi ir ao banheiro retocar a maquiagem. Depois eu as encontraria.


 POV EDWARD

- Edward, eu estou ridículo! – disse Emmet olhando seu reflexo no espelho.

- Melhor do que estava antes.

Tentei conter o riso da imagem hilária que estava o Emmet vestido com uma camisa verde larga, e uma calça vermelha boca de sino também larga. Havia feito uma troca com o único cara que tinha aceitado trocar a sua roupa pela do leso.

- É claro que não está melhor! – exclamou irritado, admirando em seguida seu terno que era usado pelo cara ao lado dele, que observava com orgulho sua imagem.

Sentia-se o gostosão por estar usando uma roupa diferente dos demais e deveria, o valor daquele terno devia ser equivalente a pelo menos dez vezes o conjunto ridículo que vestia, e agora está com meu amigo.

- Emmet, não vim pra boate pra ficar no banheiro. Vamos embora!

Segui até a porta e ele me seguiu contra a vontade. Conforme ia em direção ao bar, meu primeiro destino ao entrar aqui, e pude observar Jasper conversando com uma mulher baixinha, com cabelos pretos e curtos num canto da boate. É, ele é dos meus! Mesmo que não vá com minha cara.
- Edward, todo mundo tá olhando para mim! – resmungou Emmet depois de eu pedir um Martini no bar.

Olhei ao redor, e sorri.

- Não estão olhando para você. E sim, para mim.

- Ah é?! E como sabe? – insistiu sem acreditar.

- Vá até ali. – apontei uma distância de mais ou menos cinco metros de onde estávamos, enquanto tomava um gole do Martini. Visto que Emmet cruzou os braços, olhando para mim desconfiado e sem sair do lugar, repeti. – Vá até ali.

Sentei em um dos bancos e apoiei um braço no balcão enquanto observava ele andar até o caminho que indiquei contrariado. As mulheres que antes encaravam, continuaram olhando em minha direção. Sorri cinicamente para Emmet, afirmando que eu estava certo.

- Tá bom, você tem razão. – confessou ao sentar no banco ao meu lado.

- Sempre tenho. – confirmei.


POV ISABELLA

No banheiro tinha algumas mulheres rindo e fazendo comentários sobre os homens. Apenas balancei a cabeça e tentei não absolver nem a metade das bobagens que falavam. Retoquei o batom e saí dali.

Olhei em volta, ainda procurando Alice e Rose. Quando percebi que seria um pouco difícil de encontrá-las, fui para o bar atrás de algo para beber. Hoje eu estava a fim de me divertir muito e beber. Eu não fazia isso há muito tempo. Sentei em uma das cadeiras do bar e pedi um drink. Quando chegou, dei um sorriso ao inalar o cheiro do álcool. Quando provei, vodka pura.

- Posso fazer companhia para ti? – uma voz conhecida perguntou atrás de mim.

Virei-me a tempo de ver Juán.

- Lógico. – respondi, indicando a cadeira ao lado. Ele pediu uma bebida também.

- Pensei que você tinha dado uma daquelas desculpas esfarrapadas para poder se ver livre de mim. – ele comentou.

- Aaah pára! Se eu não quisesse mais ficar ao seu lado, pode ter certeza que eu falaria. – falei, piscando o olho. Ele riu.

- Você é muito linda, Isabella. – ele falou e aproximou a sua cadeira para perto da minha.

Fiquei parada, esperando o beijo que viria a seguir, olhando em seus olhos castanhos. Ele segurou com carinho meu rosto com uma mão e aproximou o rosto.

- A-hãm. – ouvi um leve pigarreio.

Juán se afastou enquanto pegava a bebida com o garçom. Eu abaixei o rosto enquanto ele parecia levemente incomodado com a interrupção.

- Eu teria outra chance de dançar com você? – ele perguntou, estendo a mão para que saíssemos dali.

- Quando você quiser. – falei sensualmente.

Ele me olhou, desejoso. A música tocou alto, a pouca luz que tinha diminuiu. Só as luzes coloridas iluminavam o ambiente.

Juán grudou o corpo no meu. Começamos devagar. Ele tinha um rebolado incrível. Minhas mãos estavam espalmadas em seu peito. As deles estavam apertando a curva da minha coluna e a outra apertava minha cintura. Ou seja, não tinha como eu me afastar dele. E eu não queria!

Seus olhos não desgrudavam do meu e eu me perguntei onde ele teria aprendido a dançar daquela forma. Sua mão subiu das minhas costas e ele segurou meu rosto. O contato ali fez meu corpo arrepiar. Ele encostou o rosto próximo ao meu e eu conseguia sentir a respiração quente. Minha mão subiu pelo seu peito e foi para sua nuca, apertando – a.

Seus lábios se aproximaram dos meus e dessa vez eu sabia que não teria ninguém para atrapalhar. Quando finalmente nossos lábios se tocaram, fechei os olhos e me deixei levar pela sensação. O beijo foi doce, calmo e foi aumentando a intensidade aos poucos. Coloquei os dois braços ao redor do pescoço dele, acarinhando seus cabelos. Juán me beijava como se estivesse testando os caminhos, para ver se poderia ou não avançar.

Mordi seu lábio inferior e rapidamente o suguei antes de afastarmos nossos rostos para pode respirar. Continuamos a dançar e Juan me beijava sempre que conseguia recuperar o fôlego. O gosto da bebida dava aquela sensação de quero mais. Estava gostando de tudo. O único problema ainda era saber onde estava Alice e Rosalie.

POV EDWARD

Ficamos alguns minutos no bar e depois de terminar meu segundo Martini, decidi que já estava na hora do garanhão entrar em ação. Emmet já havia desaparecido também. Avistei uma mulher com cabelos longos e ruivos em um vestido que marcada bem os grandes seios que possuía dançando sozinha na parte afastada da pista de dança.

Paguei pelos meus drinques e segui em direção à minha presa. Ela me viu caminhando até ela e se fez de desentendida, - Mulher adora fazer esses joguinhos – mas vi um sorriso disfarçado brincar por seus lábios. Não parecia ser o tipo de mulher difícil, porém tentava ser. Seria engraçado, se ela não ficasse mais bonita tentando fazê-lo.
Estava com os olhos tão fixados nela que só senti um corpo de encontro ao meu e um líquido gelado molhar toda a parte da frente da minha camisa.

- Você não tem olhos, não?! – Só depois de reclamar, reparei que era uma mulher.

Uma mulher não, uma verdadeira deusa. Tinha pele clara como pêssego, morena com cabelos longos até as costas e um corpo que fez ondas elétricas correrem pelo meu só com aquela simples visão. Seu rosto parecia ter sido desenhado de tão lindo e a boca me fez imaginar como seria seu sabor. Mas definitivamente o que mais me chamou atenção foram os seus olhos. Verdes como os meus, porém mais puxados para o verde-água. Eram lindos, cativantes e hipnotizantes. Inquestionavelmente uma deusa. Mas uma deusa destrambelhada e distraída!

- Ah... Me desculpe... Eu não o tinha visto. – suas bochechas assumiram um tom levemente rosado, e enquanto ela procurava reparar seu erro, tentando tocar na minha camisa como se o toque fosse a secar.

Mas não conseguia por estar com uma bebida em uma mão, e na outra segurava o copo vazio, já que o conteúdo estava derramado em mim.

- Ah claro... E suas desculpas vão me servir de quê, mesmo? – ironizei, puto da vida.

Ela assumiu uma expressão de raiva diante a minha resposta.

- Daqui a pouco isso seca! – revidou dando de ombros, se virando para ir embora, mas fui mais rápido.

Peguei a outra bebida da mão dela e joguei em seu vestido, que no mesmo instante ficou transparente me dando uma visão privilegiada dos seus seios. Imediatamente me arrependi de ter feito isso, quando senti uma vontade quase incontrolável de tocá-los e me fazendo rosnar baixo por não poder.

- Você ficou maluco? Seu...

- “Daqui a pouco isso seca”! – rebati, tentando me controlar. Embora minha voz tenha saído seriamente abalada devido ao desejo que sentia. 

Ela me olhou furiosa e saiu resmungando coisas como “idiota pretensioso” e “arrogante estúpido”. Fui em direção ao banheiro vendo se conseguia dar um jeito na minha camisa que só cheirava a álcool. Qualquer mulher que chegasse perto de mim agora vai achar que eu sou um bêbado! Fiquei uns vinte minutos tentando, com algum sucesso, tirar aquele insuportável cheiro de cachaça da roupa. Céus! Que diabos aquela garota ia beber?! E pensar que eu ainda pensei que ela era bonita. É claro que não! Aquele problema ambulante não é bonita nunca! Garota destrambelhada do caramba!


POV ISABELLA

- Podemos ir atrás das minhas amigas? – perguntei para Juán.

- Claro. – ele respondeu e saímos, passando pelas pessoas que dançavam animadamente.

 O povo de Cuba tinha uma vontade de ser feliz que era incrível. Qualquer coisa era motivo para festa, motivo para dançar. Andamos por todos os lugares e eu não as encontrei. Será que teriam indo embora e me deixado?

- Posso ir falar um minuto com um conhecido que eu acabei de ver? – Juán pediu. – Me encontre no bar. Eu já volto. – e deu um selinho em mim.

Dei um giro e não encontrei as meninas. Droga! Já estava cansada de procurar por elas. Na verdade eu não sabia o porquê de estar nessa preocupação toda. Eu poderia muito bem pegar um táxi e ir embora sozinha. Ou melhor: pedir para que o Juán me levasse em casa. Quem sabe ele não tinha a incrível idéia de desviar o caminho?

Balancei a cabeça, rindo e tentando afastar os pensamentos pervertidos que passaram pela minha mente, imaginando o Juán parando o carro em uma rua deserta e me colocando no seu colo, enquanto nós beijávamos com desejo ou então me levando para um motel... Cansada de procurar as meninas, decidi que se não às encontrasse até o fim da noite, voltaria para casa sozinha mesmo.

Senti a garganta seca e me dirigi mais uma vez para o bar. Sentei bem de frente para um, ele reparou e enquanto girava as garrafas de bebidas, começou a me mandar olhares sedutores com um sorriso nos lábios. OK, eu devia estar atraindo homens bonitos hoje. Estava me sentindo confiante, como se eu fosse capaz de conquistar e fazer tudo que eu quisesse. Tenho certeza que se eu quisesse aquele homem, com toda a certeza ele seria meu.

Procurei não manter o contato visual e pedi uma dose de vinho. Percebi tarde demais que eu estava misturando muitas bebidas. Pela manhã com certeza eu teria uma dor de cabeça de pedir ajuda. Quando a bebida chegou já fiz o pedido de outra. Tomei um gole enorme do vinho e lambi os lábios ao sentir o gosto delicioso. Pousei o copo no balcão e olhei para o barman que continuava a dançar na minha frente. Distraidamente comecei a fazer os traços do copo com os dedos, enquanto esperava. Quando me dei conta, ele estava parado no balcão, com o a boca colada no meu ouvido.

- Se precisar de companhia esta noite, estarei disponível depois do expediente. – ele sussurrou. No mesmo instante, o meu outro pedido chegou. Eu peguei o copo de vinho com a mão direita e com a esquerda, o de vodka.

- Desculpa, mais já estou acompanhada. – falei educadamente, virando o vinho na boca e saí dali.

Fui contornando as pessoas que estavam ali por perto, na intenção de sentar na parte mais calma do bar, já que tinha combinado de me encontrar com Juán ali. No percurso, o vi conversando com um homem alto e que estava de costas para mim. Decidi que era melhor ir logo ao encontro dele. No caminho, eu fui passando entre as pessoas, tentando ser cuidadosa, levando o copo afastando um pouco do corpo e na altura do meu rosto.

 Um homem que dançava animadamente esbarrou em mim. Senti o copo voando da minha mão quando esbarrei em outro corpo. Quando eu pude ver o que tinha acontecido, a frente da camiseta estava toda molhada. Levantei os olhos para me desculpar, quando fui atingida pela visão daquele homem. O mais lindo que eu já tinha visto, com certeza.

Fiquei hipnotizada com o verde daqueles olhos. Sim, eram verdes. O verde mais lindo que eu já vi. Vivos, da cor de esmeralda. O cabelo num tom acobreado diferente e mesmo estando num estilo desarrumado, era lindo. Branco, alto, tinha um ar de superioridade, mas eu não me atentei a esses detalhes. Tinha coisa mais importante pra me preocupar como aquele corpo... Podia-se claramente observar os músculos que possuía, nem demais, nem de menos, na medida certa.

Peguei-me imaginando como seria estar junto aquele corpo. Com certeza a realidade seria bem melhor do que minha imaginação. Bruscamente, fui arrancada dos meus pensamentos quando vi sua expressão nada contente pelo que eu tinha feito. Ótimo! Ótimo Bella! Maneira legal de conhecer um homem como ele! Quando saí da minha hipnose temporária, senti-me corar ao perceber seu olhar irritado na minha direção. Num gesto totalmente involuntário, meus dedos que ainda estavam ocupados com o copo, tocaram sua camiseta, agora manchada com a bebida, como se fosse resolver. Ele se afastou, sendo extremamente grosseiro.
- Ah... Me desculpe... Eu não o tinha visto. – comecei, mas ele me cortou.

- Ah claro... E suas desculpas vão me servir de quê, mesmo?

O QUÊ?

Quem esse estúpido pensava que era para falar assim comigo? Tinha sido um acidente! Eu com certeza não iria derrubar vodka na camiseta dele por que eu queria! Minha expressão de raiva foi inevitável e eu não me dei ao luxo de responder a altura. Mandei apenas um “Daqui a pouco isso seca!” E virei para me afastar. Antes que eu pudesse dar um passo, ele tomou o outro copo das minhas mãos e jogou em cima de mim, na mesma altura que a camiseta dele tinha sido manchada.

- Você ficou maluco? Seu... - Quando eu olhei para o meu peito, o vestido vermelho deixava a mostra todo o contorno dos meus seios, que se arrepiaram e enrijeceram no contato com o liquido gelado.
Quando olhei – o, o que eu vi que seus olhos tinham passado do verde esmeralda para o escuro, talhado. Neles havia desejos e eu fiquei sem graça quando ele olhou diretamente para os meus seios.

- “Daqui a pouco isso seca!” – ele falou, repetindo a minha frase e provavelmente tentando sair do transe.

Não me dei ao luxo de responder ao mal educado. Virei-me, cruzando os braços no ombro, xingando aquele infeliz de tudo que eu poderia. Procurei ao redor onde eu tinha visto Juán, mas ele não estava mais ali. Banheiro. Eu precisava dele urgente. Minha noite definitivamente não estava saindo exatamente como eu queria. Tirando a parte do Juán, é claro.


POV EDWARD


Saí de lá ainda espumando de raiva. É a segunda vez que fico um senhor tempo dentro do banheiro só hoje. Primeiro, foi com o idiota do Emmet. Não quero nem imaginar o que passou na cabeça das pessoas que viram a cena! E agora eu saio de lá cheirando a manguaça. Vão me taxar como o quê? Um gay que além de tudo é cachaceiro?

Voltei minha atenção ao local onde a ruiva estava antes do “pequeno acidente” e vi que não estava mais lá. Varri os olhos pela boate à sua procura e percebi que ela estava se esfregando com um cara numa das “tendas” que davam mais privacidade aos casais. Tudo por culpa daquela garota idiota! Será possível uma coisa dessas?

Ia a caminho do bar novamente, mas vi Emmet se esticando todo com os braços levantados para o ver. Ele estava com Jasper e mais duas mulheres. É, que ótimo! Até o leso se arranjou e eu tô aqui chupando o dedo! Esse mundo está de cabeça pra baixo! Será mesmo o fim dos tempos?! Ele balançou o braço me chamando ao encontro deles. Caminhei até lá, e percebi quando outra pessoa fez o mesmo trajeto que eu, só que vindo do lado contrário.
- Finalmente, hein! – a loira que estava ao lado de Emmet reclamou com a pessoa que chegou “junto comigo”. Ia me virar para ver quem era, mas foram mais rápidos.

- Esse aqui é o Edward. Essa aqui é a Bella. – a morena que estava com o Jasper falou junto com o Emmet.

Virei para cumprimentar a tal “Bella” e me espantei quando vi que era a garota destrambelhada que tinha derramado a bebida em mim. Seus olhos brilharam de raiva quando me reconheceu, e garanto que os meus fizeram o mesmo.

- Edward, esqueceu os bons modos, foi? – a besta do Emmet me repreendeu.

- Já nos conhecemos! – falamos os dois entre dentes.

- Hm... Não fomos só nós dois que nos arranjamos por aqui! – o leso murmurou malicioso.

- Não. Nós não nos conhecemos desse jeito! – a dona encrenca se apressou em dizer.

E isso me fez ficar com ainda com mais raiva.

- É claro que não. Até parece que eu ficaria com você! – ataquei.

- Até parece que EU ficaria com você! – rebateu, cruzando os braços.

POV ISABELLA

Cheguei ao banheiro e já fui puxando vários lenços e passando no vestido e vendo o estrago. Não marcou muito. Graças aos céus que não o manchou, já que era escuro. Quando terminei o serviço ali, saí. Agora eu já não sabia mais quem procurar, se Alice, Rosalie ou Juán. Saí andando sem saber realmente para que lado estava indo ou por quem procurava. Por sorte, mais adiante, eu finalmente consegui ver a silhueta de Rosalie e os cabelos espetados de Alice. Dirigi-me até lá, quase correndo, com medo de perda-las de vista. As duas estavam acompanhadas, Rosalie de um homem alto, moreno, que provavelmente não era daqui. Alice de um loiro, mas que tinha os cabelos cacheados. Pelo visto não fui só eu que me arrumei.
   
Percebi um pouco tarde que tinha uma pessoa fazendo o mesmo trajeto que o meu. “Oh céus... De novo não... Faça com que ele não queira mais confusão, por que dessa vez eu não vou me segurar...” Pedi mentalmente quando reparei quem era. Não acreditei Alice fez questão de nos apresentar. Eu não mereço isso, não mereço!
O seu olhar foi completamente de espanto quando me viu. E o meu, bem, não foi nada agradável.

- Edward, esqueceu os bons modos, foi? – o loiro que estava com a Rose falou. Então era Edward o nome do peão?

- Já nos conhecemos! – falamos ao mesmo tempo. O desprezo na minha voz estava evidente.

 O amigo dele, provavelmente, continuava a fazer piadinhas infames. Por que Rose e Alice tinham que se envolver logo com o amigo desse grosseirão? Não tinha ninguém disponível... e que mantivesse o menor contato possível com ele, não?

- Não. Nós não nos conhecemos desse jeito! – Falei rapidamente, ofendida que o grandalhão pensasse que eu pudesse me envolver com alguém... como o tal do Edward.

- É claro que não. Até parece que eu ficaria com você! – ele respondeu rapidamente.

- Até parece que EU ficaria com você! – respondi, cruzando os braços e virando o rosto.

Fiquei remoendo a raiva e a vontade de xingá-lo. Evitei até olhar na direção que ele estava, por que poderia perder o controle.


POV EDWARD

Todos perceberam o clima tenso e permaneceram calados durante o tempo. Acredito que ninguém tinha o que dizer, ou talvez não soubessem o quê. Desviei os olhos da garota, que fez o mesmo automaticamente.

- Er... Então? Não viemos aqui pra conversar, certo? – a morena que estava com o Jasper tentou amenizar a situação, e o puxou em direção a pista de dança.

Logo Emmet e a loira fizeram o mesmo, e quem restou? Eu e a dona encrenca. Assim que percebi isso, segui atrás deles no mesmo instante que ela. Resultado: Quase nos esbarramos de novo. Ela me lançou um olhar furioso, como se a culpa tivesse sido minha! Estava tocando uma música cubana típica para se dançar em casais e novamente sobramos nós dois.

Não é possível que aconteça tantas situações desse gênero ao mesmo tempo! Não demorou muito pra um cara chamar a Bella para dançar. Então também convidei uma mulher que dançava perto de mim. Não iria ficar por baixo, né? Ela aceitou rapidamente, e quando pude notar a Bella já estava se agarrando com o cara. Ela mal o conhece e já está assim? Forcei a mim mesmo não me importar com isso e me concentrei na dança.

Havia feito aulas quando jovem, obrigado por Esme. Na época, eu detestava, mas agora até que está servindo pra alguma coisa. Dançamos mais algumas músicas e depois fomos até o bar. Estava um calor intenso mesmo a boate tendo ar condicionado. Descobri que o nome da mulher era Lauren. Durante toda a música, ela passava as mãos insinuantemente por meu peito e algumas vezes, tentou colocá-las dentro da minha calça.

Acho que Emmet tinha razão sobre as cubanas. Será que Bella também é assim?! Eu não tenho que pensar naquela encrenqueira! Tenho mais o que fazer! Mas uma coisa que tenho que admitir é que ela dança muito bem, muito bem mesmo. Talvez seja profissional. Na verdade, eu estava mais atento ao jeito que seu corpo balançava no ritmo da música do que com qualquer outra coisa. Não tem como negar que ela é bonita, linda, mesmo que seja encrenqueira.

Houve um momento em que nossos olhos se encontraram. Ela pareceu surpresa por eu estar a encarando. Eu também estava surpreso por estar fazendo isso. Mas era incontrolável, quando via, já estava a fitando novamente.


POV ISABELLA

Alice e Rose que não eram bobas nem nada, perceberam o clima tenso que estava e trataram logo de cair fora, puxando consigo os prováveis amigos do matuto. Aquele silêncio constrangedor nos atingiu e quando eu me movi para tentar ir para o mais longe possível, ele fez o mesmo, e acabamos tocando nossos ombros. Olhei-o irritada com a aproximação não planejada.

Começou a tocar uma música cubana e surpreendentemente, Juán apareceu. Rapidamente estendi a mão para ele, contente de poder cair fora da presença do estúpido. Já o beijei bem na frente do mala. Não entendi o real motivo, mas sentia a necessidade de fazer ‘ciúmes’ no estrupício. Lancei – o um olhar de desprezo e me afastei.

Aproveitei que Juán tinha alguma noção de dança e me entreguei a ela. Todas as vezes que pude olhar para o lugar onde o tal Edward estava, ele estava me encarando. E quando eu estava de costas, sentia seu olhar me queimar. Continuei a dançar animadamente, e quando Júan me girou, percebi que ele não estava mais lá. Abracei-o, fingindo não notar a ausência do mala, enquanto ele beijava sensualmente meu pescoço. Fechei os olhos e me entreguei às maravilhosas sensações, enfiando minhas mãos em seus cabelos. Alguém me cutucou no ombro e eu me afastei de Juán para ver quem era: Alice e Rosalie.

- Podemos falar com você? – Rose perguntou, com um sorriso estampado na face. Nenhuma das duas estava acompanhada dos loiros.

- Pode sim! Mas antes, deixe-me antes apresentá-las. Juán, essas são Alice e Rosalie. – falei, indicando as duas. Ele educadamente apertou a mão de cada uma, sorrindo. – Um instante.

Elas me puxaram para um canto mais calmo e dispararam a fazer perguntas.

- Quem é? Quantos anos? É de onde? – essa foi Alice. Ela sempre faz várias perguntas em uma só.

- Depois conversamos sobre isso. – respondi com um sorriso. – Vocês sumiram! Pensei que teria que ir embora sozinha! Onde mesmo vocês encontraram aqueles lá hein? – perguntei. – Rose, o grandalhão que estava ao seu lado. Amiga, por que ele estava vestido daquele jeito?

Alice começou a rir. - Pelo menos não foi só eu que reparei.

Rose a cutucou.

- Não se preocupa Bella. Essa é outra história também. Resumindo: eles não são daqui. Nova York. – Rose respondeu. – Como conheceu Edward? – ela perguntou.

- Derrubei vodka nele sem querer. Ele grosseiramente fez o mesmo comigo. – respondi, indicando o vestido. Elas me olharam surpresas.

- Explicado então o motivo para tanta raiva a primeira vista? – Alice perguntou para Rose. – Acho que eles fizeram errado. Não é o amor que acontece a primeira vista? – Alice me perguntou, erguendo a sobrancelha.

- Me diga que você está falando isso apenas para me provocar Alice... Por favor... – pedi, fechando os olhos, tentando não mentalizar e não trazer a tona à raiva.

- OK. – ela falou, levantando os braços em forma de rendição. – Está na hora de irmos embora. Temos trabalho amanhã, lembra?

- Aaaah! – gemi. Tinha esquecido completamente. – Vou apenas me despedir do Juán. – respondi e sai atrás dele.

Quando o encontrei, dei – lhe um beijo carinhoso.

- Podemos marcar para nos encontrar outra vez. – sugeri.

- Eu lamento que a nossa noite tenha acabado agora. Só que eu moro na Argentina. Partirei amanhã para lá.

Afastei-me dele, surpresa com a notícia.

- Como? Você... não é daqui? – perguntei, incrédula.

- Não, estou apenas a trabalho. Mas... – ele tentou continuar.

- Não, não... Sem problemas. – falei me afastando. – Nos encontramos... qualquer dia, quem sabe...

A minha noite tinha começado boa e terminado uma tragédia. Conheci um cara legal, me divertir até quando pude, dancei e bebi. No final da noite descubro que ele está apenas de ‘passagem’ por Cuba.

Conheci um cara estúpido, que por pura falta de educação derrama Martini no meu vestido e para piorar, os amigos deles estavam acompanhando as minhas amigas. È melhor ir pra casa descansar para encarar mais um dia de trabalho. Encontrei as meninas de novo. Vi Alice e Rosalie se agarrando com os seus acompanhantes, enquanto o mal educado esperava encostado no carro. Pigarreei, elas se afastaram e entramos no carro. Não me despedi de ninguém. Não estava muito com o humor muito bom.

Depois que as meninas me deixaram no meu apartamento, tirei o vestido, tomei um banho relaxante e cai na cama. Esperava não ter que encontrar mais o tal Edward. Desejei que ele também morasse longe para que eu não tivesse mais que esbarrar com ele, mesmo sabendo que corria esse risco. Fechei meus olhos e adormeci imediatamente, o cansaço tomando conta de mim.


POV EDWARD

- Vamos até o bar? – sussurrou Lauren com uma voz sedutora.

Definitivamente ela está forçando a barra. Ela tem uma voz fina, e fazendo esse tom fica irritante. Assenti para ela, desinteressado. Ao invés de irmos até o bar, ela me puxou para um canto da boate. Sem perder mais um minuto, sorriu maliciosamente e me beijou com sofreguidão. Ela beijava bem, mas eu havia perdido a vontade de ficar com ela. Nem eu sei por que isso aconteceu de fato, ela só não parecia mais ser... suficiente. Mesmo durante o beijo, abri os olhos e vi Emmet me chamando de longe, agradeci por ter uma desculpa.

- Então... Fica aqui que eu já volto.

Mentir não é uma coisa legal, mas eu precisava despachá-la de alguma forma. Fui até onde estava Emmet e Jasper, fingindo não ter visto a expressão confusa de Lauren por ter interrompido o beijo.

- E aí?

- O que foi aquilo com a Bella? – perguntou Emmet.

- Aquela garota derrubou bebida em mim! Estou cheirando a álcool até agora por culpa dela!

- Isso tudo por causa de uma simples bebida? – vociferou Jasper, como se não fosse nada de importante.

- Mas é claro!

- É, mas parece que você finalmente achou uma mulher que não caísse aos seus pés. – apontou o leso, assoviando. – Bella está longe disso! – riu.

- Engano seu, meu caro. O que aconteceu foi que nos conhecemos em uma situação ruim, apenas isso.

- Aham... – foi a vez de Jasper.

- Olha aqui, aposto que se eu estalasse os dedos... – fiz o gesto. – Ela viria correndo. Assim como todas as outras.

- Ótimo. Está apostado então. – concordou Emmet.

- Não quis dizer apostar de apostar de verdade, sua besta! Foi só modo de falar.

- Tá com medo de eu estar certo, é? – provocou. – Quem te viu quem te vê, hein...

- Edward Galinha Masen com medo? Que bom estar vivo para presenciar este marco na história! –aproveitou-se Jasper da situação.

- Não tenho medo de nada. – insisti. Eles continuaram com o ar zombeteiro. – Quer saber? Está apostado!


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