Algumas pessoas viram a atualização, mas não comentaram. Outras eu sei que não tem paciência pra ler uma fanfic baseada em Crepúsculo (nda de puffs, affs e afins, ok?). Como eu já disse, espero que vocês possam saborear a história e deixar de lado esse pré - conceito.

O começo de SRLT pode não ser muito agradável para muitos de vocês. Esse capítulo, por exemplo, é cheio de flashbacks, tanto da parte da Bella quanto do Edward, e é quando vocês irão conhecer mais a respeito do passado e traçarem o perfil de cada um deles. Espero que vocês gostem e comentem :)


CAPÍTULO 1
"Si seduce mi mente, le doy mi cuerpo. Si encuentra mi alma, seré suya para siempre."

POV ISABELLA

Cheguei ao Ateliê e ali já estavam Rosalie e Alice, minhas duas amigas e confidentes. As pessoas que eu amava, as amigas que todos precisavam. E eu tinha duas. Passamos por muitas coisas juntas.

Em todos os sufocos nos quais estive, elas me ajudaram. Como na vez que o Ateliê ameaçou fechar por que eu não tinha verba para mantê-lo aberto. Foi um momento de tristeza, pois a única lembrança dos meus pais ia ser perdida. Elas fizeram festas, promoveram eventos de dança e arrecadaram dinheiro. Consegui. E em todos os momentos de alegria também estavam presentes, como quando eu ganhei o Master Crews - o maior campeonato de dança da América Latina.

Elas eram professoras de dança no Ateliê e minhas protetoras. Minha família. Conhecemo-nos em um estúdio de dança no qual eu fazia parte dando aulas quando eu tinha apenas 16 anos. Desde então, não nos desgrudamos. Ajudaram-me a crescer e a manter o Ateliê. Eu falo que nós três somos donas, sem elas com certeza eu não teria conseguido. Ok, admito que muitas vezes precisei tomar na cara, por que recusava a ajuda delas. O meu orgulho falava mais alto e eu dispensava a ajuda. Então elas me mostravam que eu precisava sim de alguém comigo.


Alice é pequena, com os cabelos curtos e muito pretos. Tem 20 anos e é a minha garota romântica e sonhadora. É muito atenta, meiga, carinhosa. Voa alto e tem sonhos de princesa. Muitas vezes me pego sonhando tão alto quanto ela, então acordo e volto a viver a realidade. Ela dá aulas de ballet, break, hip hop e street dance. Geralmente ela está com alunos da faixa etária de 12 à 17 anos. Temos mais três professores que revezam as aulas com ela, mas todos os alunos adoram a Alice. Tão apaixonada pela dança quanto eu, faz faculdade de música a noite, para que não atrapalhe seus horários de trabalho.

Rosalie é mais... séria? Não, essa não é a definição de Rosalie. Ela apenas não sonha tanto quanto Alice e gostava de viver a realidade, não contos de fada. Não gostava muito de dar aulas para alunos jovens, preferia os mais velhos. Com o corpo exuberante, chamava muito atenção - principalmente dos homens - e era especialista em danças sensuais. Em todos os nossos projetos da Semana de Dança que acontecia todos os semestres no Ateliê, Rosalie era uma das atrações mais desejadas e aguardadas. Era muito carinhosa, me trazia de volta a realidade quando Alice me levava aos sonhos. Dá-me conselhos, briga, me dá colo. É a irmã mais velha que eu sempre quis ter. Rosalie tem 25 anos e faz a sua pós - graduação em Arquitetura pela manhã, já que muito dos seus alunos tem preferência por aulas à noite.

Eu me dedicava exclusivamente ao Ateliê. Confiava cegamente nas meninas, mas ele era um espaço meu. Já o deixei nas mãos delas e funcionou melhor do que eu imaginava. A partir do momento que eu pude criar confiança nelas, tudo ficou mais fácil. Conseguia ficar ensaiando por horas sozinha sem me preocupar com o funcionamento do Ateliê. Eu também dava aulas de dança, mas me focava em dança do ventre, dança caribenha, rumba e salsa.

Meu Ateliê tinha uma variedade incrível de danças e por isso era tão procurado. O Ateliê era dividido em três andares. As salas eram enormes e todas as horas do dia, tinha alguém ensaiando ou dando aulas. Os professores eram selecionados dentre os melhores e me orgulhava de ver o quão disputado era conseguir uma vaga aqui. Tinha cerca de 30 profissionais.

E falando em coisas tão importantes para mim, tem... Jake. Ele é meu ‘parceiro’ de dança e meu primo, filho da tia Doroth. Juntos, conseguimos muitos prêmios. Jake aprendeu a dançar comigo. Na verdade, eu não tenho um par específico. Então quando eu queria participar de algum campeonato ou algo do tipo, Jake sempre estava disposto. Ele tinha a própria vida e mesmo assim me ajudava.

Flashback

Estava no quarto que tia Doroth falou que era meu. Aos poucos fui deixando ele com a minha cara. A morte dos meus pais ainda estava recente na minha mente. Sentada no tapete ao lado da cama, calcei devagar as minhas sapatilhas pretas. Depois de três meses, esta a primeira vez que eu as calçava. Ouvi a porta se abrir devagar e meu primo entrar. Tínhamos a mesma idade.

- O que é isso? - ele perguntou, se sentando ao meu lado.

- Sapatilhas, não vê? - respondi grosseiramente as tirando.

Fui até a cômoda, as guardei e caí de bruços na cama, os olhos lacrimejados.

- Mamãe me falou que você dançava. - ele continuou tentando manter um diálogo agradável.

- O que você quer? - perguntei irritada. - Não vê que eu quero ficar sozinha?

- Eu só quero conversar! Eu sei como se sente. Eu também já perdi alguém que eu gosto muito. - ele falou com a expressão triste.

- Quem? - perguntei interessada, sentando na cama.

- O Perigo. - ele respondeu. Olhei - o curiosa, sem entender. - Meu cachorro. Ele já estava velhinho, cresceu comigo. Tudo que eu fiz na vida, o Perigo estava ao meu lado. Quando eu ficava doente, ele se deitava no chão ao lado da cama e ficava quietinho. Mamãe costumava falar que ele era meu coração, que ele sentia tudo que eu também sentia. - ele completou com um sorriso triste.

- Eu sinto muito. - falei finalmente, depois do silêncio constrangedor.

Jake sabia de tudo que eu sentia, a dor da perda. Só que ele era pelo cachorro e eu pelos meus pais. Seria a mesma coisa?

- Você quer visitá-lo comigo? - ele perguntou. - Ele está enterrado no jardim.

- Claro. - concordei, me levantando rapidamente.

No local onde o cachorro de Jake estava enterrado, tinha um carrinho e uma coleira.

- Me faz lembrar ele. - ele respondeu a minha pergunta muda.

Depois disso, passamos o dia juntos e eu quase pude sentir o sorriso voltar ao meu rosto. Comemos e Jake me manteve entretida. Todos os dias eu já acordava procurando por ele. Fazíamos tudo juntos.


***

Eu tinha chegado da escola feliz como há muito tempo não me sentia. O motivo? Nem eu realmente sabia. Jake me fazia feliz e o dia na escola tinha sido realmente divertido. Joguei a mochila no canto do quarto. Passei o dedo pela minha coleção de Cd's, tentando encontrar um em especial. Quando encontrei, coloquei no som, que encheu o quarto com a música. Abri a gaveta da cômoda e tirei dali as minhas sapatilhas.

Atravessei o quarto, ao som da música caribenha, preferida da minha mãe. Sentia-me livre de novo. Livre de todo o medo e sofrimento. Fiz tudo que eu lembrava e segui com uma seqüência de passos que eu tinha dificuldades. Animei-me mais ainda ao perceber que eu ainda lembrava. Infelizmente, o quarto não tinha tanto espaço e eu acabei caindo no chão. Da porta eu ouvi risos abafados.

- O que você faz aqui? - perguntei.

- Eu ouvi uma música estranha e procurei saber a origem e acabei aqui. Você estava esplêndida que eu não quis atrapalhar. - e se jogou ao meu lado. - Fazia tempo você não dançava? - ele perguntou quando me viu massageando o calcanhar. - Machucou?

- Sim e não. Sim, fazia um tempinho que eu não dançava. Desde... de-desde a morte dos meus pais. - gaguejei. - E não. Só torci levemente o pé, logo vai passar. - completei com um sorriso. - Você quer dançar comigo? - convidei-o. Ele me olhou assustado. - Não estou acostumada a dançar sozinha.

- Tô fora! - ele falou rapidamente, se levantando. - Dançar essa música estranha aí?! Blé! - ele completou fazendo cara de nojo. - Isso não é coisa de garotos...

- Dançamos outra coisa! - insisti, me pondo de pé. - Eu posso te ensinar.

- O quê, por exemplo? - ele questionou duvidando.

- Gosta de hip hop e street dance?

- Yeah - ele respondeu, fazendo uma sequência de desajeitada de passos. Ri.

- Vamos então! - e corri para empurrar a cama para dar mais espaço e trocar o CD.

Fim do Flashback

Foi assim que tudo começou. Como recomeçou a minha vida. Depois disso, Jake convenceu tia Doroth a arrumar um quarto na casa apenas para os nossos ensaios. Ele estava muito entusiasmado. Com o tempo, ele começou a se interessar por outros estilos e compartilhava tudo comigo. Jake era como um irmão. Até que um dia...

 Flashback  
Estávamos ensaiando uma coreografia que misturava três gêneros musicais. Era para um concurso de dança na escola e tanto eu quanto Jake estávamos empolgados. No auge dos seus 15 anos, Jake tinha um corpo espetacular para a sua idade. Era alto, moreno, forte. Tinhas os cabelos negros. Eu já tinha visto muitas garotas babando por ele.

Além dos comentários de que a gente namorava. Muitas meninas passavam olhando com cara feia para mim por que Jake sempre me dava atenção, o que não era concedida a elas. Em um dos passos, ele puxava meu corpo contra o dele, e numa dessas vezes, ele se aproximou muito e eu fiquei surpresa com a aproximação repentina. Quando virei o rosto para perguntar o porquê, o dele estava muito próximo.

- Jake... - comecei, mas ele silenciou colocando os dedos sobre meus lábios.

- Eu queria experimentar uma coisa, Bella. - e abaixou os dedos, colando imediatamente os seus lábios nos meus.

Fiquei sem reação, com os olhos abertos e surpresos. Ele forçou delicadamente meus lábios a se abrirem e eu dei passagem para sua língua. Fechei os olhos, tentando me acalmar e curtir o momento. Foi a experiência mais estranha sentir a língua e a saliva de outra pessoa dentro da minha boca, mas a sensação era boa, gostosa. Quando ele se afastou, falei com um sorriso.

- Não era com você que eu imaginava meu primeiro beijo, porém, foi interessante.

Ele riu.

Fim do Flashback


Atualmente Jacob trabalha em uma empresa de Engenharia. Nossos ensaios são restritos para os finais de semana e pela noite, isso quando ele não tem nenhum projeto pendente. Quando eu queria participar de algum campeonato, ele dava um jeito aqui e outro ali para poder sempre estar presente. Quando ele via que não ia dar conta, me avisava logo. Nunca quis me prejudicar.

Cheguei ao Ateliê e já tinha algumas pessoas se preparando para começar os ensaios. Os alunos chegavam cedo, ás vezes antes mesmo de o Ateliê abrir.

- Bella! – ouvi a vozinha estridente da minha querida Alice. Ela veio saltitante na minha direção e me deu um abraço. – Tudo bem? – e afagou meus cabelos. Eu comecei a rir. Todos os dias elas fazia isso. – Eu tentei ligar pra você ontem a noite inteira, mas você – não – me – atendeu! – ela continuou com um quê de acusação.

- Desculpa Alice. – comecei.

Na verdade eu tinha visto as várias ligações dela, só que estava ocupada na minha sala de dança na companhia de Jake. Bebemos vinho noite adentro e nós divertimos relembrando velhas histórias. Fora que ainda arriscamos algumas danças, nas quais Jake me apertava no seu corpo, me fazendo várias vezes estremecer. Eu tinha certeza que se ele não estivesse me segurando, eu com certeza teria despencado.

Nossos sentimentos não eram recíprocos, já que eu sabia que ele gostava de mim de uma maneira diferente da qual eu gostava dele, mas mesmo assim. Eu era mulher e ele um homem. E ponha homem nisso. Jake tinha se tornado um homem espetacularmente lindo e charmoso, com braços fortes e sorriso cativante. Quando todo aquele corpo másculo se colava no meu, estremecia dos pés a cabeça.

Ele pediu para que eu dançasse dança do ventre pra ele e eu aceitei. Não vi problema nisso. Ele se jogou nas almofadas no chão, com as pernas cruzadas, me lançando olhares de desejo. Percebi tarde demais que talvez ele estivesse pensando que essa dança terminaria como na outra que ele me beijou. Então tratei logo de desligar o som e me deitei nas almofadas ao seu lado, retomando a conversa.

- Jake apareceu lá em casa e eu me distrai – completei. Ela me lançou um sorriso sacana cheio de segundas intenções.

- Não aconteceu nada de mais, Alice. – cortei logo o barato dela.

- Eu imagino que não. – ela falou rindo. – E como terminou? Ele te beijou novamente?

- Não. – Falei firmemente, me arrependendo instantaneamente de ter comentado com ela e Rosalie que Jake tinha me beijado a mais ou menos duas semanas atrás.

- OK, não vou insistir nessa história conturbada de amores não resolvidos do passado. – Disse. Eu a cutuquei nas costelas e ela começou a rir. – Rosalie está a fim de sair hoje à noite. Faz tempo que não saímos.

- Ahhhh Alice... – comecei. – Eu não estou com muita vontade de sair e faz o quê? Três semanas que saímos?

- Você vai. – ela falou firmemente. Levantei a sobrancelha. – Você já começou a beber ontem com o Jacob e se recusa a sair com as suas amigas hoje? Hoje é sexta feira! Hoje é o dia de beber! Você prefere ficar bebendo e dançando sozinha em casa enquanto pode ficar se exibindo e mostrando tudo que sabe para todas as outras pessoas? Não mesmo. Você vai e ponto final. – ela teimou.

- Alice, eu não gosto de sair para poder ficar me exibindo e você sabe disso. – retruquei.

- Que seja Bella! Vamos! Por favor! – ela começou com a chantagem. – Você vai me deixar sozinha com Rosalie? Você já viu como os homens caem matando em cima dela e o tanto de fora que ela dá neles? Aaahh Bella. Por favor! Depois que ela encontrar um que a interesse, estou abandonada! – e jogou a cabeça no meu ombro. – Vamos? – e piscou os olhos, batendo as pestanas de um jeito bem Alice de ser.

- Tá, tá, tá, Alice! Estou pra conhecer um ser mais insistente que você.

- Obrigado! Passamos na sua as casa ás 21hs. Esteja linda e pronta! – e saiu saltitante para dar suas aulas.

Fui para a minha sala e comecei a rever alguns documentos que estavam pendentes. Jake tinha me indicado um amigo para cuidar de todos os assuntos relacionados ao Ateliê, mas mesmo assim eu gostava de saber o que estava acontecendo. Quando eu terminei de ver tudo, fui para uma das salas de dança e fiquei observando Alice dar suas aulas. O meu estúdio de dança era o sonho dos meus pais realizados. E fazer com que ele funcionasse corretamente me fazia sentir orgulhosa de mim mesma, pois sabia que se eu conseguia o manter aberto, conseguiria fazer qualquer coisa que desejasse. Reabri-o assim que completei minha maioridade e comecei devagar.

Quando o expediente terminou às 18hs (nas sextas fechávamos mais cedo), eu fui para casa, comer alguma coisa e me aprontar para a noite. Despedi-me de Alice, deixando-a na porta do seu apartamento e segui para o meu. Fazia um calor infernal em Cuba. O sol estava se pondo e tinha uma mancha vermelha marcando o céu. Era uma das coisas que eu mais gostava daquela cidade de altas temperaturas: o crepúsculo. Sempre que eu estava no meu apartamento, saía para a varanda nesse horário para observá-lo.

Cheguei a casa e tratei logo de tomar um banho para relaxar. Prendi meu cabelo em um coque mal feito com hashis. Fazia tempo que eu não saia. Tá, umas três semanas, por que quem vive e convive com Alice e Rosalie nunca fica mais de um mês sem sair para lugar nenhum. Elas saiam para curtir a noite todos os finais de semana e insistiam para que eu fosse. Depois de chegar à maldita boate e deparar com Alejandro e uma das suas namoradas da vez, saí dali correndo, não querendo encarar aquele rosto com um sorriso cínico. Desde então, elas não me pressionam a nada e eu fico muito grata. Vamos ver o que essa noite promete para mim. Espero que nada de muito grave. Não sou muito adepta a surpresas.


POV EDWARD

Às vezes me arrependo de trabalhar sozinho, tem sempre tanto a fazer. Bom, não necessariamente sozinho, tem o Emmet, meu amigo de infância, mas ele fica mais dando em cima da minha assistente do que trabalhando de fato. Onde eu estava com a cabeça quando o chamei pra trabalhar comigo? Até hoje me pergunto como ele conseguiu o seu diploma de direito em Harvard. Com certeza, há um suborno no meio disso. E olha que é Direito, hein! Digo nada.

Mas enfim, acho que senti que devia ajudá-lo de algum jeito, quando ele saiu de casa. Ele queria ser independente, mas quando resolveu ser, não tinha nem um emprego! E o que restou? O amigo aqui pra ajudá-lo! Ele sempre foi assim, muito impulsivo, nunca pensando antes de fazer. Ele pode ser meio louco às vezes, mas é um cara cabeça, dá para conversar com ele numa boa. Acho que é o único amigo que eu tenho mesmo.   

Trabalha comigo há 1 ano. Admito que às vezes, ainda me quebra uns galhos, mas é bem raro. Pensando sobre a figura, começo a escutar a voz do próprio do lado de fora da minha sala, para variar, tentando conseguir o telefone da minha assistente. Devo contar a ele que já transei com ela? Assim como de costume, deixei bem claro para a dita cuja que não queria nada sério, mas acho que não foi claro o bastante pra mensagem penetrar.

Ela anda atrás de mim, tentando me fazer notá-la, o que seria impossível não o fazer. Ela é alta, loira e tem uns seios que dão água na boca a qualquer um. Sempre vem trabalhar com umas saias nenhum pouco apropriadas, mas quem sou eu pra reclamar? Algumas vezes ela ficou depois do horário aqui comigo, fazendo “hora extra”. Se ela queria tanto dar, eu estava aqui pra receber, afinal.

Mas depois de umas 3 noites, eu acabei com o suposto caso. Vi que ela estava se envolvendo demais e antes que as coisas fugissem do controle, dei um basta. Ela, apesar de tudo, é uma boa pessoa, e pode parecer idiota, mas eu me sentia mal fazendo isso com ela, quando sabia que não ia dar em nada. Não queria perder uma ótima assistente como ela.

- E aí, mano? – Emmet entrou na sala, como de costume, sem bater.

- Fazendo o quê ainda aqui essa hora? Finalmente tomou gosto pelo trabalho, foi? – zombei.

- É claro que não, você me conhece, cara! – sentou na cadeira à minha frente. – Tenho um encontro com uma gata daqui a pouco. Só estou fazendo hora!

- Encontro? Emmet, assim você me envergonha! – parei de digitar no notebook diante de essa revelação. – Que negócio é esse agora?

- Ih Edward, relaxa aí que sei o que estou fazendo!

- Sabe... – murmurei desacreditado, voltando minha atenção ao trabalho.

O que não durou muito por que Tânia, minha assistente, entrou na sala e minha atenção se voltou para suas pernas descobertas pela micro-saia que usava.

- Edward, sua mã... Sra. Masen na linha 1. – ela comunicou com um sorriso provocante, desnecessário para o momento.

- Diga que estou ocupado. – disse, impassivo.

- Sim. Com licença. – ela saiu da sala. Mas não demorou nem um minuto e ela estava de volta. Como eu esperava. – Desculpe incomodá-lo novamente, mas ela disse que se não atender, virá aqui pessoalmente. Pediu pra você escolher.

Meu inferno na terra! Como eu gostaria que ela me deixasse em paz. Será que era pedir muito?

- Vou atender, Tânia. Obrigado. – ela se retirou da sala, e Emmet me olhava atento. Já faz um tempo que ele começou com a história de que eu tinha que esquecer o passado com eles, é claro que fiz questão de ignorar isso. Tentando permanecer calmo, atendi ao telefone, colocando no viva-voz. – Seja objetiva Esme, estou trabalhando.

- Filho, que bom que atendeu! – Como se ela tivesse me deixado alguma escolha quanto a isso. – Como está?

- Qual o propósito de sua ligação, Esme?

- Meu nome não é Esme, meu nome é sua mãe! – Nem me dei ao trabalho de responder isso. – Queria saber se você não gostaria de jan...

- Não posso.

- Como se alguma vez você pudesse... – Ela não parecia ter dito isso pra mim.

- Era só isso?

- Na verdade...

- Ótimo. Adeus. – Desliguei.

As poucas vezes que eu falava com ela, - Lê-se: Quando ela me chantageia como agora – eu tratava logo de cortar qualquer esperança que ela tenha de que um dia eu vou reconhecê-los como pais. Eles tiveram sua chance, agora já é tarde para isso. Nem lembro a última vez que falei com Carlisle. Um ano, um ano e meio talvez. Ora, talvez fossem três. Ele tem consciência de que eu os quero longe de mim, então não é inconveniente como a Esme, me ligando e me cercando todo o tempo.

- Você não muda. – Emm balançou a cabeça reprovando meu comportamento. Como de costume. – Você não acha que...

- Se for começar com a ladainha de sempre, poupe a saliva. Não vai adiantar.

- Tá bom, tá bom. – suspirou. – Eu só acho que...

- Emmet. – será que ele não entendia que eu não gostava de falar nesse assunto? Acho que não é muito difícil notar isso, ou é?

- Parei. – ele ergueu as mãos. – Olha Edward, você tá precisando de umas férias, saca? Tu tá muito estressado mano! Ou será que isso é falta de mulher? Bom, de qualquer modo, eu tenho a solução para seus problemas.

- Então vamos a ela. – Parei novamente de digitar para prestar atenção.

Deve ser mesmo falta de mulher, eu não transo há uma semana. Dá até vergonha de confessar uma coisa dessas.

- Vamos para Cuba, muchacho! – exclamou como se fosse a melhor idéia do mundo.

- Cuba, Emmet? – perguntei com escárnio.

- Mas é claro! – sorriu se sentindo “o fodão”. – As cubanas são as mais quentes, Edward! Simplesmente delici...

- Quando vamos? – Mulher? Quente? Tô dentro! Literalmente.

- Amanhã. – me espantei por ele já ter tudo planejado. – Sabia que quando falasse a palavra-chave, num instante você ia aceitar! – ele me conhece bem. – Uma vez Edward Masen sempre Edward Masen.

Acertamos tudo para a viagem. O vôo sairia amanhã às 9 horas. As 8 já estaria pronto, não vejo a hora de finalmente tirar o atraso. Logo eu, Edward Masen, dizendo “tirar o atraso”? O que o trabalho faz com a pessoa, han? Organizei, agendei e fiz tudo o que tinha que fazer para poder largar o trabalho por um tempo. O bom de ser o dono de tudo é que não precisa dar explicações para ninguém. Não que eu fosse fazer isso algum dia, definitivamente, eu não nasci para ser mandado.

Um amigo de Emmet, Jasper sei lá o quê, também iria com a gente. Diz o Emm que ele é químico. Pra mim isso é coisa de viado, viver às voltas com uma tabela periódica, mas enfim. Devemos respeitar a opção sexual de cada indivíduo, contanto que ele não venha de muita pra graça pra cima do gostosão aqui... Tá tranqüilo.

Quem não gostou muito dessa história de viagem foi a Tânia. Ela até pediu pra viajar comigo, com essa eu tive que rir. Mas ela ficou mais calminha quando eu falei que ela também teria umas férias. Ficar de pernas para o ar não fazendo nada, quem é que não gosta disso? Mas ela ainda choramingou dizendo que ia sentir saudades de mim. É claro, maluca seria se ela não sentisse. Se bem que isso não é possível. As mulheres simplesmente me idolatram, não têm como evitar. Algumas até tentam, mas depois de verem que não dá em nada, acabam desistindo e me idolatrando também. Quando eu finalmente consegui me livrar das lamúrias dela, - Até damos uns amassos para ela não sentir muito minha falta. Eu sou um cara caridoso! – segui para o meu apartamento.

No caminho parei para comprar comida no restaurante japonês Otabe, bastante freqüentado por mim, que obviamente não sei nem fritar um ovo. Eu sou homem, não preciso saber cozinhar. Afinal, há restaurantes para isso, certo? E enquanto eu estiver financeiramente confortável, não tenho de me preocupar com o valor dos meus gastos.

Meu apartamento era bem masculino. Sempre gostei da combinação preto & branco, então assim era a minha cozinha, que pouco era usada, meu quarto e o banheiro do mesmo. Assim que cheguei, deixei o notebook que sempre carregava comigo na mesa de centro da sala e segui para o banho. Nos dias em que chegava a casa e por incrível que pareça não saía, percebia como meu apartamento parecia vazio. Não vazio em relação a pessoas, mas sim, sem vida. Era sempre eu e eu. Às vezes só isso não era o bastante.

Eu sentia falta de alguém para conversar, para dividir as coisas, ou simplesmente uma companhia, mesmo que fosse só a presença física, mesmo que permanecesse um total silêncio. Tem o Emmet, eu sei, mas simplesmente não é a mesma coisa. Nunca foi. Não gosto de demonstrar essas coisas para ninguém. No máximo iam dizer que meu problema era carência, mas é mais que isso. Minha vida é vazia, sem graça. Sair todas as noites, indo aos mesmos lugares não parecia ser suficiente para eu me sentir satisfeito comigo mesmo.

Acho que eu precisava de alguém que se importasse comigo. A impressão que eu tenho é que se eu sofresse um acidente, ou descobrisse uma doença terminal, qualquer razão que me levasse à morte em pouco tempo não seria o bastante para tocar o coração de alguém. Ninguém sentiria minha falta. Não sou essencial para ninguém. Isso traz uma sensação muito ruim quando estou sozinho. Enquanto eu estiver com alguma mulher, estiver entre colegas, a imagem que todos terão de mim é “o garanhão sem sentimentos”. Mas eu definitivamente não sou assim.

Quando saí do banheiro, vesti apenas uma calça moletom já que ficaria em casa, e fui comer. Servi a comida em um prato, abri uma garrafa de vinho depositando seu conteúdo numa taça de vidro, e segui para sala a fim de ver qualquer bobagem que estivesse passando na TV. Acomodei-me no sofá com o prato na mão e coloquei a taça em cima da mesa de telefone ao meu lado.

Como já imaginava, não havia nada de interessante passando, mas deixei a televisão ligada em um canal de filmes. Pelo menos era algum som além do eco que fazia quando eu caminhava pelo apartamento, ou até mesmo o barulho dos meus dentes batendo uns contra os outros enquanto mastigava. A HBO estava transmitindo “Um Crime de Mestre”, eu já havia visto o filme, mas como gostei, decidi ver de novo.

Quando terminei de comer, levei o prato e a taça até a cozinha, largando ambos em cima da pia e resolvi ir a minha parte favorita do apartamento. Quando adentrei o cômodo, aquela onda de sensações que já conhecia me invadiu como geralmente faz. Este local do apartamento costumava ser uma espécie de galeria. Não pinto desde que era jovem, então doei a maioria dos meus quadros. Mas ainda havia alguns aqui.

Era um basicamente um quarto vazio, sem mobília, exceto pelos 3 quadros expostos na parede e algumas fotografias que preenchiam um mural perto da janela que dava para sacada do apartamento. Havia fotografias minhas de quando era criança, com Emmet, uma fotografia de Carlisle e Esme – ninguém sabe da existência desta. Não permito que ninguém entre aqui – e uma de Cida. Uma das empregadas que trabalhava na “Mansão dos Masen”, era a que tinha mais carinho por mim. Ela foi uma mãe de verdade.

Foi contratada uma semana depois daquele fatídico dia quando eu tinha 8 anos. Desde o 1° dia dela na mansão, criamos um forte vínculo. Foi como se a barreira que eu criei em volta de mim mesmo tivesse se rompido. Senti que nela poderia confiar. Lembranças da época que ela ainda estava comigo tomaram conta de minha mente. Momentos bons eram aqueles, poucos, mas momentos em que eu realmente fui feliz.


Flashback

Tinha 9 anos. Havia acabado de chegar do colégio. Para variar meus pais não estavam em casa. Subi direto pro meu quarto, chateado com uma coisa que tinha acontecido. Larguei a mochila em qualquer lugar e deitei na cama, ainda usando o uniforme, e fiquei encarando o teto. Não demorou para Cida vir até meu quarto. Ela fazia esse mesmo ritual todos os dias quando eu chegava a casa.

- O almoço está pronto. Quer comer agora, Ed? – questionou olhando pra mim ternamente pela fresta que abriu da porta.

- Não. Estou sem fome. – respondi ainda encarando o teto.

Ouvi o click da porta se fechando, mas Cida permaneceu dentro do quarto, ao invés de fora. Caminhou até a cama, sentando ao meu lado. Podia sentir seu olhar preocupado sobtr mim, acho que não havia pessoa no mundo que me conhecesse melhor do que ela.

- O que aconteceu, pequeno príncipe? – lembro que quando ela me deu este apelido, fiquei irritado com o “pequeno”.

Considerava-me grande para minha idade. Pensei em afirmar que não era nada, mas sabia que ela insistiria. Sentei na cama, e a fitei.

- Uns garotos do colégio ficaram me chamando de “filhinho da mamãe” na frente de toda a turma. Todos riram de mim. – falei triste.

- Querido, você não tem que ligar pro que eles falam. – disse, consolando-me. – Você sabe o que significa essa expressão?

- Não. – afirmei sincero. – Mas se tem a ver com minha mãe, boa coisa não é. O que é?

- Essa palavra representa uma pessoa egoísta, mimada, que não se importa com os outros. Você não é assim. – explicou sorrindo. – Não fique triste por isso, pequeno príncipe. Sempre haverá pessoas querendo colocar você pra baixo, é preciso saber não acreditar nelas.

- Mas... E a minha mãe? O que ela tem a ver com isso? – perguntei e ela riu.

- É só modo de falar. Algumas dessas pessoas são mimadas demais pelas mães, ficando mal-acostumados. Entendeu?

- Ah. Então com certeza eu não sou. – se minha mãe olhasse pra mim já era um milagre, que dirá me mimar!

- Não gosto de te ver triste. Sempre que quiser pode conversar comigo, tudo bem? – assenti sorrindo. Gostava da maneira como ela sempre cuidou de mim. – Isso. Quero você sorrindo. – afagou meus cabelos. – Agora, por que não vai tomar um banho pra almoçar? Pra sobremesa tem fondue de chocolate, sei que você adora.

Levantei da cama depressa. Realmente adorava founde de chocolate!

- Hey, hey. Não ganho um abraço, não?! – Cida questionou com as mãos na cintura, me fazendo rir. Abracei-a e ela correspondeu prontamente. – Agora sim. – sorriu, me soltando.

- Obrigado por gostar de mim, Cida.

- Como alguém poderia não gostar de você, pequeno príncipe? Você é a coisa mais linda que existe! – sorriu novamente, afagando meu rosto.

- Meus pais não gostam de mim. – murmurei baixo demais até pros meus próprios ouvidos.

- É claro que eles gostam de você, querido. Eles só são um pouco... Diferentes. – baixei os olhos, não conseguindo acreditar em suas palavras. – Você tem a mim, Edward. Sempre vou estar cuidando de você. Você não está sozinho. – mesmo sem falar, ela sabia exatamente como eu me sentia. Abracei - a novamente, não contendo algumas lágrimas que se formaram nos meus olhos. Mas eram lágrimas de alegria.

- Eu amo você, Cida. – acho que era a primeira vez que eu dizia isso pra alguém em voz alta. Mas achava que ela era a única pessoa que merecia ouvir isso de mim.

- Eu também te amo querido. Muito.

Fim do Flashback


Cida faleceu há 5 anos, com 45 anos, mas ainda lembro perfeitamente de cada detalhe, cada expressão, cada sorriso. Como se tivesse sido ontem. 


Flashback

Estava adentrando no hospital, como fazia todos os dias, desde que Cida descobriu estar com câncer há 6 meses atrás. Os médicos diziam não ter mais o que fazer, que era só uma questão de tempo até... Não gostava de pensar nisso. Quando entrei no quarto, ela estava reclinada na cama assistindo a algum programa que passava na TV.

Quando me viu, abriu aquele sorriso que me dava certeza de que qualquer coisa na vida é possível. Dava-me força, segurança. Faria qualquer coisa para manter aquele sorriso em seu rosto. Faria o possível e o impossível pra sempre a ver bem. Era uma forma de agradecer tudo o que ela fez por mim, durante toda a vida.

- Edward! – exclamou com a voz fraca, abrindo os braços pra mim.

Cada dia que eu vinha aqui, ela parecia estar ainda mais frágil. Pálida, muito magra. Qualquer coisa a cansava: Falar, respirar. Até abrir e fechar os olhos estava se tornando uma tarefa difícil pra ela. Eu fazia de tudo o que podia. Na época, eu ainda estava montando meu escritório, mas não economizava na sua recuperação. Utilizava os melhores recursos, os melhores médicos. O que eu pudesse fazer, eu faria.

- Como está, mãe? – abracei-a e beijei sua testa, sentando ao seu lado na cama.

- Bem, querido... Cof... – me senti um inútil por não conseguir acabar com seu sofrimento. – Suportando... – sorriu fracamente.

- Você vai ficar curada. – afaguei seu rosto. – Eu vou tirar você daqui, mãe. Você vai ficar boa, vai voltar pra casa e...

- Querido, nós já conversamos sobre isso. – não gostava quando ela começava com esse assunto. – Não... Não há mais nada que se possa fazer. Achei que tivesse...

- Não diga isso. Eu vou cuidar de você. – disse com convicção. – Eu já estou providenciando tudo. O Dr. disse que há um método que...

- Não quero que gaste seu dinheiro comigo. – ia retrucar, mas ela me silenciou. – Você sabe que não há mais jeito, Ed. Só precisa aceitar isso como eu já aceitei. Está na minha hora, querido.

- Não diz isso... – implorei. – Preciso de você comigo.

- Eu vou estar sempre com você... No seu coração. – apontou pro meu peito. – Prometi cuidar de você sempre. Lembra? – assenti. – Então... Eu vou fazer isso. Não quero que fique triste quando acontecer, Ed... Cof... Eu vou estar bem, tenho certeza. – sorriu. – Essa jornada não acaba. Vou estar... perto de Deus. – ela sempre me ensinou a ter fé.

- Queria fazer algo por você, mãe.

- Você já fez e ainda faz... muito por mim. Você deu um sentido pra minha vida. – algumas lágrimas escorreram de seus olhos. – É meu filho de coração. Você sempre... vai ser meu pequeno príncipe.


Fim do Flashback


Ela só teve mais dois dias de vida. Estava com ela quando aconteceu. Lembro que suas últimas palavras foram “eu amo você”. Eu entrei em desespero, queria quebrar tudo o que eu via na minha frente. Cheguei a xingar um médico e quase bater em outro. Hoje eu entendo o que ela queria dizer. Não me sinto triste quando lembro dela, muito pelo contrário.

Ela foi a pessoa mais importante pra mim, ela conseguiu me trazer a felicidade no período em que estava comigo. Hoje, eu só sinto saudade. Ela sempre tentou me ensinar o melhor. Dizia que eu precisava ser sincero e generoso com as pessoas, e quando percebeu que eu estava me transformando no Carlisle, em relação a dinheiro, ela começou a me lembrar o tempo todo que dinheiro não era tudo.

Afirmava que era feliz só pelo fato de me ter com ela, e que não precisava de dinheiro pra completá-la. “Eu tenho tudo o que preciso”, era o que mais dizia. Acredito que ela não aprovaria meu comportamento hoje, com certeza faria de tudo pra mostrar que estava agindo errado. Como fazia quando eu era adolescente e segundo ela: “Não me comportava como um cavalheiro”.

Eu precisava dela, ainda preciso. É como se eu não tivesse mais motivação para fazer as coisas certas. Queria fazer isso, mas quando vejo... Já estou agindo como o velho Edward canalha. Talvez eu seja mesmo assim, ou talvez tenha dupla personalidade. Vai saber!

Desprendi a foto do mural, e saí do cômodo. Vi que eram 10h00min quando cheguei no quarto. Coloquei a foto de Cida em um porta-retrato que havia guardado na gaveta, e comecei a fazer minhas malas. Emmet disse que ficaríamos aproximadamente um mês em Cuba, a princípio. Ele disse: “A menos que eu encontre uma cubana que me faça ficar mais tempo”.

E ainda sugeriu que talvez eu encontrasse também. É, o Emm é bem engraçado! Como se eu namorasse com alguém. Fechei a cara para ele. Está pra nascer UMA mulher pra me amarrar! Quando tudo estava devidamente guardado, fui lavar a droga da louça que usei. Ficaria um mês sem entrar aqui, se eu deixasse aquilo lá, talvez quando voltasse... Teriam moscas e formigas dançando “Hula-Hula” em volta do prato. Terminada a tarefa irritante, escovei os dentes e caí na cama. Deus, como eu estava cansado. Programei o despertador e... Buenas Noches!

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